01/07/2019
Frente à crise e o desemprego que assolam o país, setor bancário pode contratar mais

(Charge: Marcio Baraldi)
O setor bancário eliminou 2.079 postos de trabalho entre janeiro e maio deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) compilados pelo Ministério da Economia. Apenas em maio foram fechadas 377 vagas.
No ano passado, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander lucraram R$ 85,9 bilhões, um crescimento de 16,2% em relação a 2017, quando essas empresas, que respondem por 90% dos empregos bancários no país, lucraram R$ 74 bilhões.
"Enquanto o setor bancário permanece como um dos mais rentáveis do país, a crise econômica e o desemprego continuam a recair sobre os setores mais explorados da nossa sociedade. Os bancários estão sobrecarregados em agências e centros administrativos, por conta do número reduzido de funcionários. Os bancos estão lucrando à custa da saúde do trabalhador e dos juros e tarifas exorbitantes que cobram dos clientes. Em troca disso, devolvem desemprego e serviços cada vez mais precarizados. Isso demonstra a total irresponsabilidade desse setor com o país", enfatiza o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
Vicentim destaca que a manutenção dos empregos bancários continua sendo uma das principais lutas do Sindicato. "Não bastasse obter lucros estratosférios em meio a uma crise sem precentes, os bancos defendem ainda uma reforma da Previdência extremamente prejudicial ao trabalhador. Como Sindicato cidadão, defendemos veementemente os direitos da classe trabalhadora. Reivindicamos mais empregos e o direito a uma aposentadoria digna", acrescenta o dirigente.
Rotatividade
Os bancos, além da extinção de postos de trabalho, continuam lucrando com a rotatividade, demitindo bancários que ganham mais e contratando funcionários por salários mais baixos.
Em maio, o salário médio dos demitidos equivalia a R$ 7.148, enquanto a remuneração média dos admitidos correspondeu a R$ 4.737. Isso significa que os novos funcionários foram contratados ganhando 66% do salário dos que foram demitidos.
O achatamento salarial no setor também foi verificado no período de janeiro a maio. Enquanto o salário médio dos demitidos era de R$ 6.953, a remuneração média dos admitidos correspondeu a R$ 4.646, o equivalente a 67% da média salarial dos primeiros.
Desigualdade de gênero persiste
Entre os gêneros, a desigualdade continua. Em maio, as mulheres foram contratadas ganhando em média R$ 4.069, 76% do salário dos homens admitidos (R$ 5.340). As demitidas ganhavam R$ 5.774 em média, 69% do salário médio dos dispensados (R$ 8.382).
No período de janeiro a maio, as bancárias ganhavam em média R$ 3.992, 77% da média dos homens admitidos (R$ 5.205). As demitidas ganhavam R$ 5.720 em média, 70% do que recebiam na média os dispensados (R$ 8.139).
No ano passado, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander lucraram R$ 85,9 bilhões, um crescimento de 16,2% em relação a 2017, quando essas empresas, que respondem por 90% dos empregos bancários no país, lucraram R$ 74 bilhões.
"Enquanto o setor bancário permanece como um dos mais rentáveis do país, a crise econômica e o desemprego continuam a recair sobre os setores mais explorados da nossa sociedade. Os bancários estão sobrecarregados em agências e centros administrativos, por conta do número reduzido de funcionários. Os bancos estão lucrando à custa da saúde do trabalhador e dos juros e tarifas exorbitantes que cobram dos clientes. Em troca disso, devolvem desemprego e serviços cada vez mais precarizados. Isso demonstra a total irresponsabilidade desse setor com o país", enfatiza o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.
Vicentim destaca que a manutenção dos empregos bancários continua sendo uma das principais lutas do Sindicato. "Não bastasse obter lucros estratosférios em meio a uma crise sem precentes, os bancos defendem ainda uma reforma da Previdência extremamente prejudicial ao trabalhador. Como Sindicato cidadão, defendemos veementemente os direitos da classe trabalhadora. Reivindicamos mais empregos e o direito a uma aposentadoria digna", acrescenta o dirigente.
Rotatividade
Os bancos, além da extinção de postos de trabalho, continuam lucrando com a rotatividade, demitindo bancários que ganham mais e contratando funcionários por salários mais baixos.
Em maio, o salário médio dos demitidos equivalia a R$ 7.148, enquanto a remuneração média dos admitidos correspondeu a R$ 4.737. Isso significa que os novos funcionários foram contratados ganhando 66% do salário dos que foram demitidos.
O achatamento salarial no setor também foi verificado no período de janeiro a maio. Enquanto o salário médio dos demitidos era de R$ 6.953, a remuneração média dos admitidos correspondeu a R$ 4.646, o equivalente a 67% da média salarial dos primeiros.
Desigualdade de gênero persiste
Entre os gêneros, a desigualdade continua. Em maio, as mulheres foram contratadas ganhando em média R$ 4.069, 76% do salário dos homens admitidos (R$ 5.340). As demitidas ganhavam R$ 5.774 em média, 69% do salário médio dos dispensados (R$ 8.382).
No período de janeiro a maio, as bancárias ganhavam em média R$ 3.992, 77% da média dos homens admitidos (R$ 5.205). As demitidas ganhavam R$ 5.720 em média, 70% do que recebiam na média os dispensados (R$ 8.139).
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