29/05/2019
Reforma da Previdência prejudica ainda mais as mulheres. Defenda sua aposentadoria!

(Foto: Juca Guimarães/BdF)
Na segunda-feira (27), a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) promoveu a audiência pública O impacto da reforma da Previdência para as mulheres. No evento foi apresentado balanço detalhado sobre cada ponto da proposta de reforma (PEC 06/2019) do governo Bolsonaro, demonstrando que os direitos dos trabalhadores, em especial das mulheres, estão seriamente ameaçados.
"As mulheres, de maneira geral, ficam mais tempo desempregadas, mais tempo cuidando dos filhos, mais tempo cuidando do idoso. Então, elas param, saem do mercado de trabalho e voltam com salários menores", explicou a presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.
Portanto, a criação de um modelo único de aposentadoria com exigência de 20 anos de contribuição, 40 anos para benefício integral, além de idade mínima, como propõe a PEC 6/2019, prejudicaria ainda mais as mulheres.
De acordo com o ex-ministro da Saúde e hoje deputado federal, Alexandre Padilha , a proposta "destrói a Previdência pública". Para ele, ao contrário do que o governo defende, a proposta também não ataca os privilégios.
"Se a proposta já é cruel, ela é mais cruel sobre as mulheres. No caso das professoras, por exemplo, é a única categoria que Bolsonaro equipara inclusive a idade mínima pra se aposentar entre homens e mulheres. Sendo que as professoras trabalham não só nas escolas, mas tem o trabalho doméstico, tem que corrigir as provas e trabalhos dos alunos em casa, ou seja, é desrespeitar o trabalho quase quádruplo das professoras", enfatizou Padilha.
Já para a ex-ministra da Secretaria Especial das Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, ao tirar a Previdência da Constituição, a proposta de reforma fere os direitos humanos e precariza ainda mais o trabalho feminino, que corresponde a 51% da força de trabalho do país.
Pressione!
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) criou uma ferramenta para facilitar o envio de mensagens contra a reforma da Previdência aos parlamentares. Além disso, os cidadãos ainda podem votar "discordo totalmemente" na consulta pública aberta pela Câmara dos Deputados sobre a PEC 6/2019.
A CUT também reformulou o hotsite Na Pressão, que facilita o envio de mensagens aos parlamentares. Para cada etapa de tramitação da reforma da Previdência (PEC 6/2019), o Na Pressão terá uma campanha específica para os trabalhadores enviarem mensagens aos deputados reivindicando deles a não aprovação da matéria.
"Ao propor esse conjunto de medidas extremamente restritivas, A PEC 6/2019 de Bolsonaro ignora e tende a agravar as desigualdades de gênero que, infelizmente, ainda caracterizam o mercado de trabalho e as relações familiares no país. Por isso, é fundamental que toda a sociedade tenha a percepção dos malefícios de uma reforma como essa e se mobilize em defesa de um direito fundamental para todos: a aposentadoria digna", reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto.
"As mulheres, de maneira geral, ficam mais tempo desempregadas, mais tempo cuidando dos filhos, mais tempo cuidando do idoso. Então, elas param, saem do mercado de trabalho e voltam com salários menores", explicou a presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.
Portanto, a criação de um modelo único de aposentadoria com exigência de 20 anos de contribuição, 40 anos para benefício integral, além de idade mínima, como propõe a PEC 6/2019, prejudicaria ainda mais as mulheres.
De acordo com o ex-ministro da Saúde e hoje deputado federal, Alexandre Padilha , a proposta "destrói a Previdência pública". Para ele, ao contrário do que o governo defende, a proposta também não ataca os privilégios.
"Se a proposta já é cruel, ela é mais cruel sobre as mulheres. No caso das professoras, por exemplo, é a única categoria que Bolsonaro equipara inclusive a idade mínima pra se aposentar entre homens e mulheres. Sendo que as professoras trabalham não só nas escolas, mas tem o trabalho doméstico, tem que corrigir as provas e trabalhos dos alunos em casa, ou seja, é desrespeitar o trabalho quase quádruplo das professoras", enfatizou Padilha.
Já para a ex-ministra da Secretaria Especial das Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, ao tirar a Previdência da Constituição, a proposta de reforma fere os direitos humanos e precariza ainda mais o trabalho feminino, que corresponde a 51% da força de trabalho do país.
Pressione!
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) criou uma ferramenta para facilitar o envio de mensagens contra a reforma da Previdência aos parlamentares. Além disso, os cidadãos ainda podem votar "discordo totalmemente" na consulta pública aberta pela Câmara dos Deputados sobre a PEC 6/2019.
A CUT também reformulou o hotsite Na Pressão, que facilita o envio de mensagens aos parlamentares. Para cada etapa de tramitação da reforma da Previdência (PEC 6/2019), o Na Pressão terá uma campanha específica para os trabalhadores enviarem mensagens aos deputados reivindicando deles a não aprovação da matéria.
"Ao propor esse conjunto de medidas extremamente restritivas, A PEC 6/2019 de Bolsonaro ignora e tende a agravar as desigualdades de gênero que, infelizmente, ainda caracterizam o mercado de trabalho e as relações familiares no país. Por isso, é fundamental que toda a sociedade tenha a percepção dos malefícios de uma reforma como essa e se mobilize em defesa de um direito fundamental para todos: a aposentadoria digna", reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto.
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