02/05/2019
A vida piora: desemprego cresce 10,2% e chega a 13,387 milhões de pessoas no país

Emprego continua a cair com o novo governo
O número de desempregados cresceu em 1,2 milhão de pessoas desde que o novo governo assumiu. No primeiro trimestre de 2019 já são 13,387 milhões de desempregados, um crescimento de 10,2%, na comparação com o final do ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na manhã de terça-feira (30) pelo IBGE.
A taxa de subutilização atingiu 25%, o maior nível da série histórica, iniciada em 2012. A população subutilizada chega a 28,3 milhões, com acréscimo de 1,5 milhão de pessoas no trimestre e de 819 mil em 12 meses.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o governo Bolsonaro não tem um projeto econômico sólido para o país e os dados divulgados pelo IBGE refletem a falta de proposta efetivas para a retomada do crescimento. “Arrocho salarial e retirada de direitos, como Bolsonaro e seu posto Ipiranga Paulo Guedes vêm propondo, não geram emprego nem aquecem a economia. Assim como tirar o direito dos brasileiros se aposentarem no futuro também não vai gerar crescimento e geração de emprego.”
De acordo com ele, o que gera crescimento econômico, entre outras coisas, é a volta do investimento do setor público, sobretudo em obras de infraestrutura que estão paradas. “Não é o congelamento do investimento em saúde e educação que gera emprego, tampouco acabar com direitos trabalhistas”, reforçou o presidente da CUT.
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, acredita que “Estamos na UTI”. Um período, como diz Clemente, de “explosão” do desemprego e de crescimento da informalidade. O mercado mostra “alta precarização, alta instabilidade e muita insegurança”. Ele chama a atenção para profundas transformações que vêm atingindo o universo do trabalho.
“Além das inovações tecnológicas, temos observado que a organização das empresas também se transforma. E o sistema de relações do trabalho vem sendo alterado”, afirma, citando a Lei 13.467, de “reforma” trabalhista. “Há um novo mundo do trabalho em termos de direitos. São múltiplas dimensões que afetam o mundo do trabalho.”
Dieese cria novo indicador do mercado de trabalho
O Dieese lançou, na semana passada, o Índice da Condição do Trabalho (ICT). A metodologia compreende uma variação de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior a situação geral do mercado de trabalho. Para calcular o índice, são considerados oito fatores, reunidos em três grupos: inserção ocupacional, desocupação e rendimento. Todos têm o mesmo peso. Os dados utilizados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Com isso, o Dieese já compôs uma série histórica, iniciada em 2012.
O dado mais recente, relativo ao último trimestre do ano passado, mostra um ICT de 0,36, com retração em relação a igual período de 2017 (0,39). Os resultados são ainda piores se considerados períodos anteriores. Em 2014, por exemplo, o índice chegou a 0,62, demonstrando uma redução drástica das qualidades das condições de trabalho.
A criação do ICT traz justamente a preocupação de acompanhar essas mudanças para ajudar nos diagnósticos. Na comparação do diretor técnico, é uma espécie de “termômetro” para aferir as condições gerais da realidade atual do trabalho. Com o tempo, o Dieese pretende viabilizar leituras regionais do novo índice.
No ICT que acompanha a inserção ocupacional, por exemplo, o dado do último trimestre de 2018 é de 0,29, ante 0,33 um ano antes – já chegou a 0,72 na série histórica. Esse item considera três fatores: formalização do vínculo de trabalho, contribuição para a Previdência e tempo de permanência no emprego.
Os bancos já fecharam 1.655 postos de trabalho no país em 2019
Os bancos fecharam 1.655 postos de trabalho no país, nos primeiros três meses de 2019, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado no final da semana passada.
“Os dados demonstram que não existe espaço para demissões no Brasil. Enquanto a lucratividade das instituições financeiras cresce exponencialmente, falta compromisso com o país por meio da geração de empregos e incentivo ao crédito para o trabalhador”, criticou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Albeto Moretto.
A taxa de subutilização atingiu 25%, o maior nível da série histórica, iniciada em 2012. A população subutilizada chega a 28,3 milhões, com acréscimo de 1,5 milhão de pessoas no trimestre e de 819 mil em 12 meses.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o governo Bolsonaro não tem um projeto econômico sólido para o país e os dados divulgados pelo IBGE refletem a falta de proposta efetivas para a retomada do crescimento. “Arrocho salarial e retirada de direitos, como Bolsonaro e seu posto Ipiranga Paulo Guedes vêm propondo, não geram emprego nem aquecem a economia. Assim como tirar o direito dos brasileiros se aposentarem no futuro também não vai gerar crescimento e geração de emprego.”
De acordo com ele, o que gera crescimento econômico, entre outras coisas, é a volta do investimento do setor público, sobretudo em obras de infraestrutura que estão paradas. “Não é o congelamento do investimento em saúde e educação que gera emprego, tampouco acabar com direitos trabalhistas”, reforçou o presidente da CUT.
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, acredita que “Estamos na UTI”. Um período, como diz Clemente, de “explosão” do desemprego e de crescimento da informalidade. O mercado mostra “alta precarização, alta instabilidade e muita insegurança”. Ele chama a atenção para profundas transformações que vêm atingindo o universo do trabalho.
“Além das inovações tecnológicas, temos observado que a organização das empresas também se transforma. E o sistema de relações do trabalho vem sendo alterado”, afirma, citando a Lei 13.467, de “reforma” trabalhista. “Há um novo mundo do trabalho em termos de direitos. São múltiplas dimensões que afetam o mundo do trabalho.”
Dieese cria novo indicador do mercado de trabalho
O Dieese lançou, na semana passada, o Índice da Condição do Trabalho (ICT). A metodologia compreende uma variação de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior a situação geral do mercado de trabalho. Para calcular o índice, são considerados oito fatores, reunidos em três grupos: inserção ocupacional, desocupação e rendimento. Todos têm o mesmo peso. Os dados utilizados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Com isso, o Dieese já compôs uma série histórica, iniciada em 2012.
O dado mais recente, relativo ao último trimestre do ano passado, mostra um ICT de 0,36, com retração em relação a igual período de 2017 (0,39). Os resultados são ainda piores se considerados períodos anteriores. Em 2014, por exemplo, o índice chegou a 0,62, demonstrando uma redução drástica das qualidades das condições de trabalho.
A criação do ICT traz justamente a preocupação de acompanhar essas mudanças para ajudar nos diagnósticos. Na comparação do diretor técnico, é uma espécie de “termômetro” para aferir as condições gerais da realidade atual do trabalho. Com o tempo, o Dieese pretende viabilizar leituras regionais do novo índice.
No ICT que acompanha a inserção ocupacional, por exemplo, o dado do último trimestre de 2018 é de 0,29, ante 0,33 um ano antes – já chegou a 0,72 na série histórica. Esse item considera três fatores: formalização do vínculo de trabalho, contribuição para a Previdência e tempo de permanência no emprego.
Os bancos já fecharam 1.655 postos de trabalho no país em 2019
Os bancos fecharam 1.655 postos de trabalho no país, nos primeiros três meses de 2019, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado no final da semana passada.
“Os dados demonstram que não existe espaço para demissões no Brasil. Enquanto a lucratividade das instituições financeiras cresce exponencialmente, falta compromisso com o país por meio da geração de empregos e incentivo ao crédito para o trabalhador”, criticou o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Carlos Albeto Moretto.
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