26/04/2019
Falha no sistema do Santander prejudica clientes e expõe falta de investimento

(Foto: Freepik)
Uma instabilidade no sistema do Santander expôs falhas e a falta de investimento do banco quando se trata de atendimento aos clientes. A ocorrência atingiu o aplicativo para smartphones, site, máquinas de cartão e agências, segundo o site CanalTech.
As primeiras reclamações começaram a surgir no Twitter por volta do meio-dia, da quarta-feira 24, e a falha durou até quase o início da noite. A conta oficial do Santander na rede social respondia apenas que a instituição enfrentava problemas, porém, quem precisou utilizar o banco acabou ficando com o prejuízo.
Essa falha expõe novamente o descaso do banco espanhol quando se trata de investimento. O banco demite e não repõe vagas, deixando agências sem funcionários e repassando o serviço para o próprio correntista.
Em 2018, apenas com tarifas, o banco cobriu 185% da folha de pagamento incluindo a PLR. O Santander possui um pacote de serviços com uma das tarifas mais caras do sistema financeiro nacional. De 2010 a 2017, o reajuste das tarifas foi de 96%, segundo o Banco Central, o que justifica o banco ocupar o 1° lugar no ranking de reclamações no próprio BC.
Mesmo pagando um preço muito alto, os clientes sofrem com panes sistêmicas, falta de funcionários nas agências e aplicativos pouco eficientes, o que distancia a realidade da instituição da ideia propagada em seu slogan: `simples, pessoal e justo´. O Santander explora a população e funcionários, mas pretende melhorar a imagem com uma prática pior ainda ao obrigar os trabalhadores a atuarem como voluntários nos finais de semana.
"Possui um lucro de 12 bilhões, mas oferece um sistema ineficiente e desrespeitoso com clientes e trabalhadores", critica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região Luiz Eduardo Campolugo.
Educação vem de casa
O banco está maximizando a tecnologia através das plataformas digitais, o que não contempla todos os clientes e compromete a prestação de serviços.
“Há muitos clientes que não têm informações claras do valor cobrado e nem do pacote de serviços a que ele tem direito. Isso pode trazer vários riscos para o correntista e muito lucro ao banco”, diz Ione Amorim, economista do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).
A economista ainda critica a maneira com que o Santander quer ensinar sobre educação financeira. De acordo com ela, o que o banco faz na prática vai contra a sua própria propaganda.
“O banco oferece uma facilidade e uma oferta extensa de produtos que dão crédito a quem, às vezes, não precisa ou não tem o perfil. A meu ver, isso não faz parte de uma educação financeira. A falta de informações não permite ao cliente avaliar o alto risco ao adquirir tal produto. O banco quer lucrar cada vez em cima de quem é leigo no assunto,. Se realmente quer fazer educação financeira, ele precisa começar fazendo o dever de casa. Ou seja, reduzindo o valor das tarifas e das taxas de juros no próprio banco”, finaliza.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Mercantil registra lucro de R$ 279,4 milhões no trimestre, valor considerado recorde em toda sua história
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões