18/09/2018
Quase 63 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com restrições no CPF

(Foto: Reprodução)
Em agosto, 62,9 milhões de brasileiros não conseguiram pagar as contas e tiveram o nome negativado. O aumento da inadimplência, de 3,63%, foi o 11º consecutivo da série histórica, de acordo com o levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (Serasa).
Os dados revelam que 41% da população adulta brasileira têm contas em atraso e, portanto, estão com o nome sujo. Isso significa que estão com restrições ao CPF, dificuldades para obter financiamentos ou fazer compras parceladas.
Em São Paulo, 20% das famílias estão endividadas. É o maior número de inadimplentes desde maio de 2012. Das famílias que estão no vermelho, metade já afirmou que não tem condições de pagar as contas que estão atrasadas no próximo mês.
Os principais vilões da inadimplência são a perda do emprego (37%), que chega a 38% nas classes C e D, a redução da renda (24%) e a falta de controle financeiro (12%).
Ansiedade e problemas no trabalho contribuíram para desequilíbrio no orçamento dos inadimplentes
As emoções diante de determinadas situações também geram consumo desordenado em muitas pessoas. Ao investigar que tipo de acontecimento pode ter contribuído para o desequilíbrio das finanças no período em que os entrevistados fizeram a dívida, a pesquisa constatou que o fator número um está ligado à ansiedade (21%). Em seguida, foi mencionada a insatisfação ou problemas no trabalho (13%) como responsável por esse tipo de comportamento. Outros 12% contraíram dívidas em momentos de estado emocional abalado por dificuldades financeiras, enquanto 9% passavam por problemas no relacionamento familiar.
O estado emocional dos entrevistados também interfere na gestão do orçamento, uma vez que 36% admitem comprar, algumas vezes, coisas que não haviam planejado para se sentirem melhor. Já 27% excedem o orçamento para ficarem mais bonitos.
Considerando apenas os 12% que se endividaram por descontrole do orçamento ou porque tiveram crédito fácil, 39% afirmam que quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, levando-os a contrair gastos extras sem avaliar o orçamento. Já 24% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra e 14% disseram que costumam comprar mais do que o necessário para se sentir bem quando estão ansiosos.
Metodologia
A pesquisa ouviu 609 consumidores que possuem contas em atraso há mais de 90 dias em todas as capitais do país, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,97 pp a uma margem de confiança de 95%.
Os dados revelam que 41% da população adulta brasileira têm contas em atraso e, portanto, estão com o nome sujo. Isso significa que estão com restrições ao CPF, dificuldades para obter financiamentos ou fazer compras parceladas.
Em São Paulo, 20% das famílias estão endividadas. É o maior número de inadimplentes desde maio de 2012. Das famílias que estão no vermelho, metade já afirmou que não tem condições de pagar as contas que estão atrasadas no próximo mês.
Os principais vilões da inadimplência são a perda do emprego (37%), que chega a 38% nas classes C e D, a redução da renda (24%) e a falta de controle financeiro (12%).
Ansiedade e problemas no trabalho contribuíram para desequilíbrio no orçamento dos inadimplentes
As emoções diante de determinadas situações também geram consumo desordenado em muitas pessoas. Ao investigar que tipo de acontecimento pode ter contribuído para o desequilíbrio das finanças no período em que os entrevistados fizeram a dívida, a pesquisa constatou que o fator número um está ligado à ansiedade (21%). Em seguida, foi mencionada a insatisfação ou problemas no trabalho (13%) como responsável por esse tipo de comportamento. Outros 12% contraíram dívidas em momentos de estado emocional abalado por dificuldades financeiras, enquanto 9% passavam por problemas no relacionamento familiar.
O estado emocional dos entrevistados também interfere na gestão do orçamento, uma vez que 36% admitem comprar, algumas vezes, coisas que não haviam planejado para se sentirem melhor. Já 27% excedem o orçamento para ficarem mais bonitos.
Considerando apenas os 12% que se endividaram por descontrole do orçamento ou porque tiveram crédito fácil, 39% afirmam que quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, levando-os a contrair gastos extras sem avaliar o orçamento. Já 24% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra e 14% disseram que costumam comprar mais do que o necessário para se sentir bem quando estão ansiosos.
Metodologia
A pesquisa ouviu 609 consumidores que possuem contas em atraso há mais de 90 dias em todas as capitais do país, de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de no máximo 3,97 pp a uma margem de confiança de 95%.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Em reunião com presidente do banco, movimento sindical cobra transparência e revisão de critérios do Bônus Caixa e Super Caixa
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário
- Santander inicia campanha de vacinação contra a gripe para funcionários a partir desta segunda-feira (27)
- Bradesco inicia campanha de vacinação contra a gripe nesta segunda-feira (27)
- Movimento sindical denuncia manobra para desfigurar PEC do fim da escala 6x1