Em meio à reestruturação, Banco do Brasil massacra funcionários com a nova GDP
A nova GDP (Gestão de Desempenho por Competências), ferramenta para avaliação individual dos funcionários do Banco do Brasil, realizada semestralmente, incluiu o cumprimento de metas entre os seus critérios. Até mesmo escriturários, caixas e assistentes, que nunca tiveram metas, a partir de agora terão sua pontuação impactada pelos resultados individuais.
“As metas, antes avaliadas por meio do programa Sinergia, foram incluídas no Conexão, dentro do âmbito da GDP, com peso de 36% na avaliação individual do funcionário. Isso tudo em meio a uma reestruturação, um verdadeiro desmonte, que reduz o número de funcionários e agências”, critica o dirigente sindical e funcionário do BB Renato Carneiro.
Segundo o dirigente, a GDP passou a ser utilizada pelo banco como ferramenta política para descomissionar funcionários, por determinação do atual governo federal na tentativa de reduzir quadro em todas as empresas públicas.
“O BB subverteu o caráter de avaliação coletiva da GDP e do acordo de trabalho e os transformou em uma ferramenta de avaliação e punição individual. Quando conquistamos a regra de que o banco só poderia fazer o descomissionamento a partir de três notas rebaixadas consecutivas na GDP, criamos uma trava contra a liberalidade do gestor de retirar a comissão do funcionário. Ou seja, acabamos com o seu poder de ameaça, protegendo o trabalhador por um ano e meio. Agora, com a inclusão de metas individuais, a direção do BB sinaliza, em meio ao desmonte do banco, que a GDP será um instrumento objetivo para descomissionamento”, critica.
Dimensionamento das metas – Para Renato, a forma como as metas são dimensionadas no BB já prejudica os funcionários. “O banco não redimensionou as metas do varejo, mesmo com clientes de maior poder aquisitivo migrados para o Estilo e escritórios digitais. Por outro lado, as metas Estilo e escritórios digitais foram superdimensionadas”, explica.
Além disso, o dirigente alerta que o banco tem criado sistemas de punição contra desvios de metas, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão para o cumprimento das mesmas.
“Somos contra a política punitiva do banco, que coloca mais uma vez a fatura por erros de gestão nas costas dos funcionários. O BB deveria negociar uma nova forma de avaliação, respeitando a Convenção Coletiva, em seu artigo 65, que trata do acompanhamento de metas, ao mesmo tempo em que deve respeitar seus funcionários. Com a nova GDP, o banco criou uma ferramenta de perseguição disfarçada de falsa meritocracia. Por isso, fazemos assembleias nos locais de trabalho chamando a categoria para a greve geral do dia 28 contra os ataques das reformas da previdência, trabalhista e a terceirização ilimitada, aprovada ao mesmo tempo em que o banco ampliou seus mecanismos de punição aos bancários”, conclui o dirigente.
Caso o bancário se sinta prejudicado pela cobrança abusiva de metas, ou seja vítima de assédio moral, deve acionar o Sindicato por meio do canal de denúncias. O sigilo é garantido.
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