21/12/2016
Indignado, Fukunaga classifica reestruturação do Banco do Brasil como traição aos bancários
O processo de reestruturação do Banco do Brasil é alvo de duras críticas do dirigente sindical João Fukunaga, representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e um dos responsáveis pelas negociações com a direção do banco. Ele esteve em Catanduva na segunda-feira (19) para participar de uma plenária sobre o tema com funcionários do banco público.
“A reestruturação é pautada na saída de pessoas, na perseguição aos trabalhadores, com ameaças e assédio”, critica, classificando o gesto como uma traição aos bancários. “O sentimento que se vê no rosto dos bancários, mesmo os que não foram atingidos diretamente pelos cortes, é de traição. O impacto sobre os funcionários é gigantesco, o banco não dá qualquer tipo de direcionamento.”
Indignado com a postura da direção do BB, Fukunaga diz que é preciso mobilizar as fileiras do movimento sindical para o enfrentamento. No interior do Estado, ele está percorrendo as agências que foram ou serão fechadas, segundo anúncio do banco. “Decidi percorrer o interior de São Paulo para conversar com os trabalhadores, ouvir seus dramas e mostrar o que está acontecendo”, diz.
O convite inicial foi feito pelo presidente do Sindicato, Roberto Vicentim. “O intuito dessa proposta foi esclarecer as dúvidas sobre a reestruturação do banco e o programa de aposentadoria, com orientações jurídicas aos bancários. Foi um debate importante para que todos fiquemos atentos ao pacote de maldades do BB". De Catanduva, Fukunaga seguiu para a região de Araraquara.
Privatização
O desmonte do BB, na visão de Fukunaga, endossa o temor pela privatização do banco público. O discurso dos banqueiros, garante ele, é semelhante ao do início dos anos 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando várias empresas públicas passaram para as mãos da iniciativa privada.
“O mercado fala que o BB está inchado, mas a carteira de clientes é a mais rentável de todo o sistema financeiro, composta sobretudo por servidores públicos, o que garante estabilidade. A inadimplência é a menor do mercado. A reserva de capital está acima do exigido. É um discurso vazio”, rechaça.
Digital
O argumento de que a reestruturação do Banco do Brasil segue a tendência das agências digitais é repudiado por Fukunaga. “As cidades que tiveram agências fechadas, no interior do Estado, não possuem essa clientela com perfil digital. É uma população que mantém as demais agências lotadas”.
Ele critica sobretudo a forma como o banco obriga seus clientes a migrarem para o meio digital, contrapondo uma cultura de uso da agência física. “É preciso avaliar os impactos sobre os bancários e clientes, levar em conta que muitos clientes, principalmente aposentados, não usam a tecnologia”.
“A reestruturação é pautada na saída de pessoas, na perseguição aos trabalhadores, com ameaças e assédio”, critica, classificando o gesto como uma traição aos bancários. “O sentimento que se vê no rosto dos bancários, mesmo os que não foram atingidos diretamente pelos cortes, é de traição. O impacto sobre os funcionários é gigantesco, o banco não dá qualquer tipo de direcionamento.”
Indignado com a postura da direção do BB, Fukunaga diz que é preciso mobilizar as fileiras do movimento sindical para o enfrentamento. No interior do Estado, ele está percorrendo as agências que foram ou serão fechadas, segundo anúncio do banco. “Decidi percorrer o interior de São Paulo para conversar com os trabalhadores, ouvir seus dramas e mostrar o que está acontecendo”, diz.
O convite inicial foi feito pelo presidente do Sindicato, Roberto Vicentim. “O intuito dessa proposta foi esclarecer as dúvidas sobre a reestruturação do banco e o programa de aposentadoria, com orientações jurídicas aos bancários. Foi um debate importante para que todos fiquemos atentos ao pacote de maldades do BB". De Catanduva, Fukunaga seguiu para a região de Araraquara.
Privatização
O desmonte do BB, na visão de Fukunaga, endossa o temor pela privatização do banco público. O discurso dos banqueiros, garante ele, é semelhante ao do início dos anos 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando várias empresas públicas passaram para as mãos da iniciativa privada.
“O mercado fala que o BB está inchado, mas a carteira de clientes é a mais rentável de todo o sistema financeiro, composta sobretudo por servidores públicos, o que garante estabilidade. A inadimplência é a menor do mercado. A reserva de capital está acima do exigido. É um discurso vazio”, rechaça.
Digital
O argumento de que a reestruturação do Banco do Brasil segue a tendência das agências digitais é repudiado por Fukunaga. “As cidades que tiveram agências fechadas, no interior do Estado, não possuem essa clientela com perfil digital. É uma população que mantém as demais agências lotadas”.
Ele critica sobretudo a forma como o banco obriga seus clientes a migrarem para o meio digital, contrapondo uma cultura de uso da agência física. “É preciso avaliar os impactos sobre os bancários e clientes, levar em conta que muitos clientes, principalmente aposentados, não usam a tecnologia”.
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