Política de RH da Caixa ameaça empregados, extingue função e sabota direitos
Em 1º de julho deste ano, a Caixa publicou uma alteração no manual normativo RH 184. Essa alteração ameaça empregados, extingue funções, sabota direitos adquiridos e deixa em alerta todos que exercem função na Caixa.
A mudança no normativo criou mecanismos que aumentam o poder discricionário do gestor e deixam todos os subordinados sob constante ameaça. Basta qualquer motivo para que o bancário tenha sua função retirada e, consequentemente, seus ganhos mensais reduzidos.
Com a criação do código de dispensa 950, os empregados perderam, na prática, o direito a incorporação da gratificação de função, mesmo tendo exercido cargo comissionado por mais de 10 anos. Além disso, ao serem descomissionados pelo código 950 perdem o direito ao asseguramento.
O código 950 estabelece situações em que haveria a perda de fidúcia, porém, não há qualquer critério objetivo para o estabelecimento destas situações e pelo caráter subjetivo desta avaliação os empregados ficam totalmente desprotegidos contra descomissionamento arbitrários.
“O que pode ser considerado perda de confiança? É uma avaliação subjetiva. A ApcefSP acompanhou caso de empregada que foi descomissionada, enquadrada no motivo 950, com a alegação de que não se enturmou com a equipe”, aponta o diretor da entidade Leonardo dos Santos Quadros.
Falta de respeito, de reconhecimento e de valorização. Pressão total em nome de política de recursos humanos que deixa o empregado refém – independentemente de sua função ou posição na empresa. Todos estão ameaçados.
Campanha Nacional
A reivindicação para as mudanças necessárias neste RH está na pauta específica com a Caixa na Campanha Nacional Unificada 2016. A adesão à greve é a forma direta que o empregado tem para manifestar-se contra este abuso institucionalizado pela empresa.
“O empregado tem direito à greve. Ele deve estar consciente do seu papel e da sua importância neste processo. Aquele que acredita que ficando dentro das unidades está protegendo sua função está muito enganado. A Caixa não tem piedade de seus empregados, ela continuará executando o RH 184”, diz Quadros.
MAIS NOTÍCIAS
- MPT reafirma direito de entidades sindicais à manifestação política durante processo eleitoral
- Contraf-CUT e Sindicato repudiam articulação para entregar participação do Banco do Brasil a banco dos EUA
- "Tesouraço" de Flávio eliminaria até 2,2 milhões de empregos e impactaria PIB negativamente em 1,55%, diz Dieese
- Sem Sindicato, salário médio dos bancários seria R$ 5 mil menor
- Bancos pressionam bancários por certificação C-Pro R até o fim de outubro
- Em virtude do 2º turno das eleições, Clube estará fechado no domingo (25)
- Proposta de reforma da Previdência ameaça aposentadorias e direitos dos bancários
- Grave! Banesprev exclui participantes da governança e entrega cargos de eleitos a indicados do Santander
- Governo Bolsonaro iniciou reestruturação na Caixa com ataques aos empregados e piora nas condições de trabalho
- Live dos Eleitos debate gestão e perspectivas para o futuro da Cassi nesta quinta-feira (22)
- Fenae alerta participantes da Funcef sobre riscos de contribuições em atraso
- Daniella Marques: do discurso de valorização das mulheres às propostas que preocupam os trabalhadores
- Reforma Administrativa: planos do candidato Flávio Bolsonaro ameaçam bancários de bancos públicos
- CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
- Seu voto não termina na urna: como o resultado do segundo turno afeta sua vida, trabalhador?