31/03/2016

Entidades defendem fim do 'voto de minerva' em todas as instâncias da Funcef

Entidades defendem fim do 'voto de minerva' em todas as instâncias da Funcef

Foi aprovado, no âmbito da Diretoria Executiva da Funcef, o fim do voto Minerva. A decisão, que ainda será apreciada pelo Conselho Deliberativo, é importante. Mas, para as entidades do movimento sindical e associativo dos empregados da Caixa Econômica Federal, a extinção desse instrumento deve ser estendida a todos os órgãos de gestão da Fundação, ou seja, também ao CD e ao Conselho Fiscal.

“O fim do voto de Minerva é necessária para o estabelecimento de uma gestão que seja efetivamente compartilhada, democrática e transparente, em que os participantes tenham condições de igualdade nas decisões”, destaca o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. A Federação, com apoio da Apcefs, Fenacef, Contraf-CUT e sindicatos de bancários de todo o país, tem liderado iniciativas contra o instrumento. Uma delas foi a campanha para subscrever abaixo-assinado em apoio a projetos de lei complementar que atendam a reivindicação.

A extinção do voto de Minerva na Diretoria Executiva depende de mudança no Estatuto da Funcef. Já no caso dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, é necessário alterar a lei complementar 108, aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso. “Esse é um entulho autoritário que precisa ser removido pela mobilização dos participantes e assistidos, que são prejudicados por decisões unilaterais da patrocinadora, a Caixa. A luta continua”, diz Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae e ex-conselheira eleita deliberativa. 

Foi graças à atuação dos representantes eleitos pelos associados que se conquistou, em 2007, a paridade na Diretoria Executiva e assegurar algumas travas no uso do voto de Minerva. Ele não pode ser utilizado no Conselho Deliberativo, por exemplo, para alteração de Estatuto e nos regulamentos dos planos de benefícios. “Foi importante o fim do instrumento na Diretoria, mas é preciso acabar com ele também nos Conselhos”, acrescenta Ferreira.

Fonte: Fenae

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