Sindicato consegue suspender processos e punições por falhas no sistema de ponto
A Caixa vai suspender todos os processos disciplinares referentes a falhas no sistema de marcação de ponto, além de reverter as punições com perda de função (descomissionamento). Essa foi a definição da segunda reunião de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, realizada na segunda-feira (29). A Contraf-CUT participou, em conjunto com outras entidades do movimento sindical, do encontro coordenado pelo Superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, Luiz Claudio Marcolino.
Como solicitado na reunião anterior, o banco apresentou informes do número de agências e de funcionários no Estado de 2012 a 2016; além do total de contas poupanças, contas correntes e operações de crédito Pessoas Física, Jurídica e habitação do período e a verba destinada ao pagamento de horas extras destes anos.
Para o secretário de Finanças da Contraf-CUT, Sérgio Hiroshi Takemoto, os dados que a Caixa trouxe em relação aos pagamentos de horas extras reforçam os argumentos da pressão existente para a redução de pagamento de hora extra. “Houve uma redução nominal de 2012 a 2015 de aproximadamente R$ 5 milhões, mesmo considerando o aumento de atividades e a redução de empregados por unidade.”
Dionísio Reis, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, concordou com o colega. “A intensificação do trabalho dos empregados ficou evidenciada pelos números apresentados, que mostram como o aumento da demanda cria uma necessidade de extrapolar a jornada. E um outro elemento é a adoção de um índice de redução de hora extra (IHE), que consta no rol de metas a serem realizadas por todas as unidades. Ainda, todos os empregados da Caixa são pressionados ao cumprimento das metas com a ameaça de perda de função – descomissionamento. Assim, todos os trabalhadores se deparam com a crescente demanda de trabalho e a exigência de redução do registro de horas extras.”
Jackeline Machado, diretora da Fetec-CUT, observou que os dados apresentam evolução positiva entre entre 2012 e 2015, em contraste com o número total de empregados por unidade. “Houve uma diminuição de 1,4 empregados por unidade e o valor nominal pago a título de horas extras diminuiu 6%, desconsiderando os reajustes salariais do período.”
O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e empregado da Caixa, Antonio Julio Gonçalves Neto, o Tony, relembra que essa foi uma reivindicação que partiu dos bancários da base do Sindicato, que o procuraram assim que começaram as oitivas da auditoria da Caixa. "Os empregados ligaram desesperados pedindo ajuda, pois a Caixa queria transferir a responsabilidade de seus problemas, individualizando, assim, as falhas de um sistema ineficiente, como ficou comprovado nessa audiência. Não aceitamos essa postura do banco e fomos atrás de nossos direitos, afinal, esse é o papel do Sindicato: defender os trabalhadores até o fim. Ganhamos a batalha, mas a guerra continua até que a Caixa resolva de uma vez por todas os problemas de registro de ponto."
A Caixa antecipará, em encontro que será agendado em até dois meses com a Comissão Executiva de Empregados, mais detalhes da reestruturação de alocação de seus trabalhadores, bem como a proposta de solução para o login único no registro de jornada. A próxima reunião ficou agendada para 16 de maio.
> VEJA A ATA:
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> RELEMBRE:
Problemas no registro de jornada denunciados pelo Sindicato são tema de reunião do MTE: CLIQUE AQUI
Movimento sindical e Caixa debatem sistema de ponto em audiência de mediação coletiva: CLIQUE AQUI
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