28/07/2015
HSBC no Brasil diz que processo de venda é encaminhado por Londres
O processo de venda dos ativos do HSBC no Brasil está sendo liderado pela direção do banco em Londres. A informação foi passada pelos diretores brasileiros no final da tarde desta sexta-feira (24), em reunião com dirigentes sindicais da Contraf-CUT e da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC. Também participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Elias Jordao, e o presidente da Fetec-PR, Junior Cesar Dias
"Pode ser que os diretores do Brasil não estejam diretamente inseridos no processo de venda. Dizem não saber dos nomes dos possíveis compradores. Mas nós, trabalhadores, sabemos a necessidade de ter unidade para a defesa do nosso emprego", informou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT
Para Cristiane Zaccarias, coordenadora do COE, porém, a reunião não foi perdida. O banco ficou de avaliar mecanismo de impedimento de assédio moral e cobrança abusivas, que estão sendo praticadas por alguns gestores, e mecanismos para garantir que não ajam demissões imotivadas no processo de venda.
Ela lembra que o diretor de Recursos Humanos, Juliano Ribeiro Marcilio, e os diretores de Relações Sindicais Marino Marino Rodília e Gilmar Lepchak afirmaram que o banco deve seguir trabalhando normalmente até que o novo comprador assuma. Eles elogiaram a qualidade e a qualificação dos bancários do HSBC.
Nesse ponto, o movimento sindical acena que uma forma de demonstrar o quanto são valiosos esses trabalhadores é lhes dando garantias de direitos e de emprego. "Se o banco reconhece que os bancários são qualificados, eles têm de recompensar a dedicação dos bancários."
Durante o encontro, o banco garantiu que, sob sua gestão, não haverá demissão em massa. Mas, os trabalhadores questionaram as atuais demissões sem justa causa, que deixam os bancários - já preocupados com seus empregos -, ainda mais apreensivos
"Apontamos ainda as cobranças descabidas para cumprimento de metas. Muitos gestores extrapolam os limites com teles diárias, email, telefonemas cobrando produção, exposição de ranking e humilhação aos que não conseguem cumprir as metas", apontou Ana Paula Lorini, da Fetec-PR. "Devido a fragilidade do momento e as incertezas que os bancários vivem, o banco deve ser mais cuidadoso, para sanar os problemas de forma mais rápida", completou.
COE
Antes do encontro, representantes dos trabalhadores se reuniram na sede da Contraf-CUT para avaliar as mobilizações que estão ocorrendo. A direção do COE HSBC acredita que a população tem de se conscientizar da importância deste processo de venda, pois pode sofrer com os reflexos negativos.
"Entendemos ser imprescindível a manutenção da atuação em Brasília para cobrar o CADE, o Banco Central e o governo. Esperamos que o governo não permita que os bancários do HSBC fiquem com a parte ruim da negociação. Contamos com a atuação em prol dos mais de 21 mil empregos nos País, principalmente por entender que os caminhos da federalização não podem fugir de seu horizonte", afirmou Alan Patrício, da Fetec Nordeste.
"Acreditamos que, com a federalização do HSBC pelo governo federal, evitaria o crescimento da crise econômica e do desemprego no País, além de fortalecer o seu papel no sistema financeiro nacional e a sua atuação como fomentador do desenvolvimento através do crédito justo com visão de atuação regional e nacional. O povo brasileiro merece", sugeriu.
"Pode ser que os diretores do Brasil não estejam diretamente inseridos no processo de venda. Dizem não saber dos nomes dos possíveis compradores. Mas nós, trabalhadores, sabemos a necessidade de ter unidade para a defesa do nosso emprego", informou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT
Para Cristiane Zaccarias, coordenadora do COE, porém, a reunião não foi perdida. O banco ficou de avaliar mecanismo de impedimento de assédio moral e cobrança abusivas, que estão sendo praticadas por alguns gestores, e mecanismos para garantir que não ajam demissões imotivadas no processo de venda.
Ela lembra que o diretor de Recursos Humanos, Juliano Ribeiro Marcilio, e os diretores de Relações Sindicais Marino Marino Rodília e Gilmar Lepchak afirmaram que o banco deve seguir trabalhando normalmente até que o novo comprador assuma. Eles elogiaram a qualidade e a qualificação dos bancários do HSBC.
Nesse ponto, o movimento sindical acena que uma forma de demonstrar o quanto são valiosos esses trabalhadores é lhes dando garantias de direitos e de emprego. "Se o banco reconhece que os bancários são qualificados, eles têm de recompensar a dedicação dos bancários."
Durante o encontro, o banco garantiu que, sob sua gestão, não haverá demissão em massa. Mas, os trabalhadores questionaram as atuais demissões sem justa causa, que deixam os bancários - já preocupados com seus empregos -, ainda mais apreensivos
"Apontamos ainda as cobranças descabidas para cumprimento de metas. Muitos gestores extrapolam os limites com teles diárias, email, telefonemas cobrando produção, exposição de ranking e humilhação aos que não conseguem cumprir as metas", apontou Ana Paula Lorini, da Fetec-PR. "Devido a fragilidade do momento e as incertezas que os bancários vivem, o banco deve ser mais cuidadoso, para sanar os problemas de forma mais rápida", completou.
COE
Antes do encontro, representantes dos trabalhadores se reuniram na sede da Contraf-CUT para avaliar as mobilizações que estão ocorrendo. A direção do COE HSBC acredita que a população tem de se conscientizar da importância deste processo de venda, pois pode sofrer com os reflexos negativos.
"Entendemos ser imprescindível a manutenção da atuação em Brasília para cobrar o CADE, o Banco Central e o governo. Esperamos que o governo não permita que os bancários do HSBC fiquem com a parte ruim da negociação. Contamos com a atuação em prol dos mais de 21 mil empregos nos País, principalmente por entender que os caminhos da federalização não podem fugir de seu horizonte", afirmou Alan Patrício, da Fetec Nordeste.
"Acreditamos que, com a federalização do HSBC pelo governo federal, evitaria o crescimento da crise econômica e do desemprego no País, além de fortalecer o seu papel no sistema financeiro nacional e a sua atuação como fomentador do desenvolvimento através do crédito justo com visão de atuação regional e nacional. O povo brasileiro merece", sugeriu.
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