18/02/2025
Onda de calor pode causar riscos à saúde do trabalhador. Veja como se proteger!
Várias regiões do país enfrentam, desde segunda-feira (17), mais uma onda de calor que pode chegar a 5º C acima da média, de acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Essa é a terceira deste ano no país. Os estados mais afetados são Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, se estendendo, posteriormente, por Goiás e Bahia.
A previsão é de que as altas temperaturas perdurem até o próximo fim de semana. (Veja abaixo como se proteger do calor extremo).
Impactos do calor no trabalho e na saúde
Entre os principais afetados pelas ondas de calor estão os trabalhadores, conforme destaca a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em documento publicado em 2024, a OIT afirma que a crise climática aumenta a exposição a perigos como calor excessivo, radiação ultravioleta, fenômenos meteorológicos extremos e doenças transmitidas por vetores.
O relatório “Garantir a segurança e a saúde no trabalho num clima em mudança” revela que as alterações climáticas criam um “coquetel” de graves riscos para a saúde de 70% dos trabalhadores globalmente.
O estudo ressalta que as medidas atuais em favor da segurança e saúde no trabalho têm dificuldade em acompanhar esses riscos, resultando em mais de 2,4 bilhões de trabalhadores em todo o planeta, expostos ao calor excessivo em algum momento de suas carreiras. Isso contribui para cerca de 18.970 mortes e 2,09 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade anualmente devido ao calor excessivo no ambiente de trabalho.
As estimativas apontam que há 1,6 bilhão de trabalhadores expostos à radiação ultravioleta. Mais de 18.960 mortes relacionadas com o trabalho são registradas por ano devido ao câncer de pele não melanoma, segundo o relatório.
Em áreas como agricultura, mais de 870 milhões de envolvidos estariam em risco devido a pesticidas. Nesse setor há mais de 300 mil mortes atribuídas anualmente ao envenenamento por pesticidas.
Além disso, mais de 26,2 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com uma doença renal crônica associada ao estresse térmico no trabalho.
O estudo enfatiza que o impacto das mudanças climáticas nos trabalhadores vai além da exposição ao calor excessivo, criando uma série de perigos de saúde decorrentes de condições climáticas extremas.
Diante das mudanças climáticas cada vez mais frequentes, o Portal CUT preparou uma lista de cuidados para proteger do calor extremo. Veja:
Em primeiro lugar é preciso entender que a onda de calor provoca o que se conhece como o estresse térmico ou golpe de calor. Trata-se de uma condição em que o corpo não consegue manter a temperatura ideal, de 36,5° C.
Insolação e Golpe de Calor: O golpe de calor é uma emergência médica que ocorre quando o corpo é incapaz de regular sua temperatura interna, levando a sintomas como confusão, convulsões e perda de consciência. Se não tratada rapidamente, pode ser fatal. (Ministério da Saúde)
Se a temperatura externa for intensa e certos cuidados não forem adotados, o excesso de calor pode levar a pessoa à hipotermia que pode ser fatal. Para detectar se o corpo está entrando nesta condição, de não conseguir controlar a temperatura própria (ocorre por exemplo, com por meio da transpiração), é preciso prestar atenção em alguns sintomas que começam a dar as caras. São eles:
A previsão é de que as altas temperaturas perdurem até o próximo fim de semana. (Veja abaixo como se proteger do calor extremo).
Impactos do calor no trabalho e na saúde
Entre os principais afetados pelas ondas de calor estão os trabalhadores, conforme destaca a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em documento publicado em 2024, a OIT afirma que a crise climática aumenta a exposição a perigos como calor excessivo, radiação ultravioleta, fenômenos meteorológicos extremos e doenças transmitidas por vetores.
O relatório “Garantir a segurança e a saúde no trabalho num clima em mudança” revela que as alterações climáticas criam um “coquetel” de graves riscos para a saúde de 70% dos trabalhadores globalmente.
O estudo ressalta que as medidas atuais em favor da segurança e saúde no trabalho têm dificuldade em acompanhar esses riscos, resultando em mais de 2,4 bilhões de trabalhadores em todo o planeta, expostos ao calor excessivo em algum momento de suas carreiras. Isso contribui para cerca de 18.970 mortes e 2,09 milhões de anos de vida ajustados por incapacidade anualmente devido ao calor excessivo no ambiente de trabalho.
As estimativas apontam que há 1,6 bilhão de trabalhadores expostos à radiação ultravioleta. Mais de 18.960 mortes relacionadas com o trabalho são registradas por ano devido ao câncer de pele não melanoma, segundo o relatório.
Em áreas como agricultura, mais de 870 milhões de envolvidos estariam em risco devido a pesticidas. Nesse setor há mais de 300 mil mortes atribuídas anualmente ao envenenamento por pesticidas.
Além disso, mais de 26,2 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com uma doença renal crônica associada ao estresse térmico no trabalho.
O estudo enfatiza que o impacto das mudanças climáticas nos trabalhadores vai além da exposição ao calor excessivo, criando uma série de perigos de saúde decorrentes de condições climáticas extremas.
Diante das mudanças climáticas cada vez mais frequentes, o Portal CUT preparou uma lista de cuidados para proteger do calor extremo. Veja:
Em primeiro lugar é preciso entender que a onda de calor provoca o que se conhece como o estresse térmico ou golpe de calor. Trata-se de uma condição em que o corpo não consegue manter a temperatura ideal, de 36,5° C.
Insolação e Golpe de Calor: O golpe de calor é uma emergência médica que ocorre quando o corpo é incapaz de regular sua temperatura interna, levando a sintomas como confusão, convulsões e perda de consciência. Se não tratada rapidamente, pode ser fatal. (Ministério da Saúde)
Se a temperatura externa for intensa e certos cuidados não forem adotados, o excesso de calor pode levar a pessoa à hipotermia que pode ser fatal. Para detectar se o corpo está entrando nesta condição, de não conseguir controlar a temperatura própria (ocorre por exemplo, com por meio da transpiração), é preciso prestar atenção em alguns sintomas que começam a dar as caras. São eles:
- Irritabilidade inexplicável
- Confusão mental
- Câimbras
- Febre
- Vômitos
- Desmaios
- Convulsões
- Tontura
- Taquicardia
- Cansaço severo repentino
Ao verificar essas condições, é preciso ter cuidados especiais e de forma rápida. Como:
- Deslocar-se (ou levar a pessoa) a um lugar mais fresco, ventilado e com temperatura menor;
- Resfriar e ‘molhar’ as regiões ‘de dobra’ do corpo: axilas, virilhas e pescoço;
- E mais importante: ingerir água
Além dos primeiro cuidados é importante procurar atendimento o mais rápido possível, em especial em casos de desmaio. Caso a pessoa não consiga aliviar essa condição, o quadro pode evoluir para um choque térmico e até falência múltipla de órgãos.
Além do estresse térmico, há outras condições que podem afetar as pessoas, em especial trabalhadores que exercem suas funções em ambientes externos, ou seja, na rua.
Problemas de saúde mental: A exposição prolongada ao calor extremo também pode agravar condições de saúde mental, como ansiedade e depressão, e aumentar o risco de violência e comportamento agressivo. (Ministério da Saúde)
Insolação
Trata-se de uma condição séria provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40° C, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar.
A insolação faz com que a pessoa perca muita água, sais e nutrientes importantes para manutenção do equilíbrio do organismo.
É importante lembrar que a condição da insolação está bastante associada ao clima quente e seco, mas também pode ocorrer em ambientes úmidos. Os primeiros cuidados são:
Além do estresse térmico, há outras condições que podem afetar as pessoas, em especial trabalhadores que exercem suas funções em ambientes externos, ou seja, na rua.
Problemas de saúde mental: A exposição prolongada ao calor extremo também pode agravar condições de saúde mental, como ansiedade e depressão, e aumentar o risco de violência e comportamento agressivo. (Ministério da Saúde)
Insolação
Trata-se de uma condição séria provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Ela acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40° C, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar.
A insolação faz com que a pessoa perca muita água, sais e nutrientes importantes para manutenção do equilíbrio do organismo.
É importante lembrar que a condição da insolação está bastante associada ao clima quente e seco, mas também pode ocorrer em ambientes úmidos. Os primeiros cuidados são:
- Aplicar compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas
- A pessoa deve ser imersa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas o mais breve possível
- Procurar atendimento médico de emergência
O que ajuda a enfrentar o calor
O que fazer?
Algumas atitudes simples em nosso cotidiano podem contribuir para mitigar os efeitos do calor extremo. Veja abaixo:
O que vestir: usar roupas leves, de cores claras e de tecidos que permitem a transpiração;
Hidratação constante: beber água regularmente, mesmo quando não se sente sede, e evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína, que podem aumentar a desidratação;
Rotina: planejar atividades ao ar livre para os horários mais frescos do dia, como a manhã cedo ou o final da tarde;
Alimentação leve: preferir alimentos leves e de fácil digestão, como frutas e saladas, evitando refeições pesadas que exigem mais energia para serem digeridas.
O que fazer?
Algumas atitudes simples em nosso cotidiano podem contribuir para mitigar os efeitos do calor extremo. Veja abaixo:
O que vestir: usar roupas leves, de cores claras e de tecidos que permitem a transpiração;
Hidratação constante: beber água regularmente, mesmo quando não se sente sede, e evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína, que podem aumentar a desidratação;
Rotina: planejar atividades ao ar livre para os horários mais frescos do dia, como a manhã cedo ou o final da tarde;
Alimentação leve: preferir alimentos leves e de fácil digestão, como frutas e saladas, evitando refeições pesadas que exigem mais energia para serem digeridas.

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