19/03/2024
Comitê diretivo da UNI Américas se reúne para definir estratégias
Em meio a um processo de reorganização mundial e fortalecimento da extrema-direita, o comitê diretivo da UNI Américas está reunido na Argentina para realizar uma análise de conjuntura, fazer um balanço das ações definidas em conferências anteriores e estabelecer novas estratégias a fim de resistir aos ataques aos trabalhadores e às minorias.
A análise da conjuntura política econômica mundial partiu do cenário atual vivido na Argentina por conta do governo de Javier Milei, que promove ataques aos direitos da população, em um movimento semelhante ao que ocorreu no Brasil durante o governo Bolsonaro.
O país enfrenta uma grave crise econômica com uma inflação interanual de 254%, sendo 50% desde que o novo presidente assumiu. E Milei insiste em tentar aprovar pacotes de medidas que atacam frontalmente os direitos dos trabalhadores e da população.
Além do aumento nos preços dos alimentos e medicamentos, a retirada de subsídios nos serviços públicos causou um ajuste abrupto nas tarifas. Por exemplo, em Buenos Aires, a passagem de transporte aumentou 250% de um dia para o outro.
O comitê diretivo da UNI Américas aprovou uma declaração de apoio contra a privatização do Banco de lá Nacional Argentina.
Também debateu as semelhanças entre a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2020, e a tentativa de golpe de Estado no Brasil, em 8 de janeiro de 2023, que resultou em atos de vandalismo nos prédios dos três Poderes – ambos eventos ocorridos após a extrema-direita perder no processo democrático eleitoral.
As mudanças e resistências à extrema direita e aos ataques neoliberais na América Latina foram outro tema de debate, com representantes informando a situação em seus respectivos países.
No Brasil, foram enfatizadas as leis para retomar as políticas públicas no governo Lula, como a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres; o aumento dos benefícios do Bolsa Família; e as medidas na área econômica que resultaram no aumento de 2,9% no PIB em 2023, e no crescimento do emprego e da renda no ano passado. Isto mesmo com um Congresso Nacional dominado pela direita e com a gritaria do mercado financeiro.
A UNI aprovou resoluções pela paz e a urgência do cessar fogo na Palestina e na Ucrânia.
Esteve presente na análise a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo e presidenta mundial da UNI Juventude, Lucimara Malaquias, que deu o informe sobre os avanços da organização da juventude, na sindicalização, na organização e no fortalecimento das redes sociais para a disputa da comunicação.
Também estiveram presentes Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, e Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT.
Feita a análise de conjuntura, os participantes da reunião discutiram quais serão os eixos temáticos para a conferência regional que ocorrerá em 2025.
“Nesta reunião do Comitê Diretivo da UNI Américas estamos analisando a conjuntura política, acompanhando os ataques a democracia promovidos pela extrema direita na América Latina. No Brasil, os trabalhadores se organizaram e elegeram o presidente Lula, e vamos manter a pressão no Congresso Nacional pelo fortalecimento das leis trabalhistas e políticas públicas. Vemos com preocupação as disputas e retrocessos em diversos países e discutimos os eixos para os próximos anos”, relata Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidenta da UNI América Mulheres.
A UNI Global Union é um sindicato mundial que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todo o mundo. A UNI Américas é o braço continental da UNI Global Union.
A análise da conjuntura política econômica mundial partiu do cenário atual vivido na Argentina por conta do governo de Javier Milei, que promove ataques aos direitos da população, em um movimento semelhante ao que ocorreu no Brasil durante o governo Bolsonaro.
O país enfrenta uma grave crise econômica com uma inflação interanual de 254%, sendo 50% desde que o novo presidente assumiu. E Milei insiste em tentar aprovar pacotes de medidas que atacam frontalmente os direitos dos trabalhadores e da população.
Além do aumento nos preços dos alimentos e medicamentos, a retirada de subsídios nos serviços públicos causou um ajuste abrupto nas tarifas. Por exemplo, em Buenos Aires, a passagem de transporte aumentou 250% de um dia para o outro.
O comitê diretivo da UNI Américas aprovou uma declaração de apoio contra a privatização do Banco de lá Nacional Argentina.
Também debateu as semelhanças entre a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2020, e a tentativa de golpe de Estado no Brasil, em 8 de janeiro de 2023, que resultou em atos de vandalismo nos prédios dos três Poderes – ambos eventos ocorridos após a extrema-direita perder no processo democrático eleitoral.
As mudanças e resistências à extrema direita e aos ataques neoliberais na América Latina foram outro tema de debate, com representantes informando a situação em seus respectivos países.
No Brasil, foram enfatizadas as leis para retomar as políticas públicas no governo Lula, como a Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres; o aumento dos benefícios do Bolsa Família; e as medidas na área econômica que resultaram no aumento de 2,9% no PIB em 2023, e no crescimento do emprego e da renda no ano passado. Isto mesmo com um Congresso Nacional dominado pela direita e com a gritaria do mercado financeiro.
A UNI aprovou resoluções pela paz e a urgência do cessar fogo na Palestina e na Ucrânia.
Esteve presente na análise a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo e presidenta mundial da UNI Juventude, Lucimara Malaquias, que deu o informe sobre os avanços da organização da juventude, na sindicalização, na organização e no fortalecimento das redes sociais para a disputa da comunicação.
Também estiveram presentes Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, e Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT.
Feita a análise de conjuntura, os participantes da reunião discutiram quais serão os eixos temáticos para a conferência regional que ocorrerá em 2025.
“Nesta reunião do Comitê Diretivo da UNI Américas estamos analisando a conjuntura política, acompanhando os ataques a democracia promovidos pela extrema direita na América Latina. No Brasil, os trabalhadores se organizaram e elegeram o presidente Lula, e vamos manter a pressão no Congresso Nacional pelo fortalecimento das leis trabalhistas e políticas públicas. Vemos com preocupação as disputas e retrocessos em diversos países e discutimos os eixos para os próximos anos”, relata Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidenta da UNI América Mulheres.
A UNI Global Union é um sindicato mundial que representa mais de 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviços em todo o mundo. A UNI Américas é o braço continental da UNI Global Union.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Brasil é 55,5% negro, mas terá apenas 26% das cadeiras da Câmara em 2027
- Novembro Azul: informação, prevenção e combate ao preconceito salvam vidas
- Banco Central mantém Selic em 13,75% enquanto mercado financeiro faz pressão especulativa
- Itaú lucra R$ 37,3 bilhões, mas elimina 3.259 empregos e fecha 334 agências em um ano
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões