30/08/2023
Presidente da República assina MP para taxar fundos de super-ricos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na última segunda-feira (28) uma Medida Provisória (MP) para mudar a cobrança de impostos de fundos de investimentos exclusivos, usados por super-ricos para poupar dinheiro. A MP iguala a tributação desses fundos ao de outros fundos de investimento oferecidos por bancos e corretoras.
Por meio dela, entre 15% e 20% do rendimento dos fundos exclusivos será cobrado na forma de imposto duas vezes ao ano. A cobrança segue o sistema "come-cotas".
Antes dela, a cobrança sobre os rendimentos só ocorria em caso de resgate.
A previsão do governo é de arrecadar R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026.
"Vamos incluir os ricos no pagamento de impostos, os mais pobres no orçamento e garantir dignidade às famílias brasileiras", afirmou Lula, após assinar a medida, em suas redes sociais.
Lula também encaminhou ao Congresso um projeto de lei para cobrança dos rendimentos de brasileiros pagos por empresas offshore, localizadas em paraísos fiscais.
A tributação desses rendimentos estava prevista na MP que concedeu aumento extra ao salário mínimo nacional. Esse trecho da MP, porém, não foi votado e perdeu a validade. O governo, então, enviou um projeto com regime de urgência sobre o mesmo assunto.
Segundo o governo, mais de R$ 1 trilhão investidos fora do país pertencem a brasileiros. A cobrança de impostos sobre o rendimento desse valor pode gerar R$ 7,05 bilhões em 2024, R$ 6,75 bilhões em 2025 e R$ 7,13 bilhões para 2026 à União.
A cobrança de impostos varia de 0% a 22,5% dependendo da renda no exterior.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, explica que o movimento sindical entende ser fundamental que aqueles que vêm sendo privilegiados há anos passem a dar sua contribuição e assumam a sua responsabilidade na reconstrução do país, fortalecendo os serviços públicos e promovendo sociedades mais saudáveis.
"Não é possível que o Brasil continue a fazer com que os mais pobres e trabalhadores de classe média paguem, proporcionalmente, mais impostos do que os super-ricos. Por isso, se a gente quiser que a reforma traga melhorias para os mais pobres, que são os mais prejudicados pela tributação atual, temos que nos apropriar do conteúdo em debate e exercer pressão sobre os deputados em suas bases de atuação", ressaltou Vicentim.
Salário mínimo
Ainda na segunda-feira (28), Lula sancionou a lei que estabelece uma política de valorização do piso salarial nacional e outra que corrige a tabela de cobrança do Imposto de Renda.
"Acabo de sancionar mais um compromisso de campanha: a lei que estabelece a política de valorização permanente do salário mínimo e a atualização da tabela de isenção do imposto de renda. Foram anos sem aumento real do mínimo e sem valorização dos trabalhadores. Um passo importante, que foi dado com apoio do Congresso Nacional", declarou.
Por meio dela, entre 15% e 20% do rendimento dos fundos exclusivos será cobrado na forma de imposto duas vezes ao ano. A cobrança segue o sistema "come-cotas".
Antes dela, a cobrança sobre os rendimentos só ocorria em caso de resgate.
A previsão do governo é de arrecadar R$ 24 bilhões entre 2023 e 2026.
"Vamos incluir os ricos no pagamento de impostos, os mais pobres no orçamento e garantir dignidade às famílias brasileiras", afirmou Lula, após assinar a medida, em suas redes sociais.
Lula também encaminhou ao Congresso um projeto de lei para cobrança dos rendimentos de brasileiros pagos por empresas offshore, localizadas em paraísos fiscais.
A tributação desses rendimentos estava prevista na MP que concedeu aumento extra ao salário mínimo nacional. Esse trecho da MP, porém, não foi votado e perdeu a validade. O governo, então, enviou um projeto com regime de urgência sobre o mesmo assunto.
Segundo o governo, mais de R$ 1 trilhão investidos fora do país pertencem a brasileiros. A cobrança de impostos sobre o rendimento desse valor pode gerar R$ 7,05 bilhões em 2024, R$ 6,75 bilhões em 2025 e R$ 7,13 bilhões para 2026 à União.
A cobrança de impostos varia de 0% a 22,5% dependendo da renda no exterior.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Vicentim, explica que o movimento sindical entende ser fundamental que aqueles que vêm sendo privilegiados há anos passem a dar sua contribuição e assumam a sua responsabilidade na reconstrução do país, fortalecendo os serviços públicos e promovendo sociedades mais saudáveis.
"Não é possível que o Brasil continue a fazer com que os mais pobres e trabalhadores de classe média paguem, proporcionalmente, mais impostos do que os super-ricos. Por isso, se a gente quiser que a reforma traga melhorias para os mais pobres, que são os mais prejudicados pela tributação atual, temos que nos apropriar do conteúdo em debate e exercer pressão sobre os deputados em suas bases de atuação", ressaltou Vicentim.
Salário mínimo
Ainda na segunda-feira (28), Lula sancionou a lei que estabelece uma política de valorização do piso salarial nacional e outra que corrige a tabela de cobrança do Imposto de Renda.
"Acabo de sancionar mais um compromisso de campanha: a lei que estabelece a política de valorização permanente do salário mínimo e a atualização da tabela de isenção do imposto de renda. Foram anos sem aumento real do mínimo e sem valorização dos trabalhadores. Um passo importante, que foi dado com apoio do Congresso Nacional", declarou.
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