03/07/2023
Taxa de desemprego recua para 8,3%, o menor nível desde 2015
A taxa de desemprego recuou para 8,3% no trimestre encerrado em maio, após 8,6% em fevereiro e 9,8% em igual período do ano passado. É a menor desde 2015, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (30). O número de desempregados caiu para 8,945 milhões, queda de 15,9% em um ano.
A diminuição do desemprego não se dá pela criação de postos de trabalho, mas pelo menor número de pessoas procurando uma ocupação. “Esse recuo no trimestre foi mais influenciado pela queda do número de pessoas procurando trabalho do que por aumento expressivo de trabalhadores. Foi a menor pressão no mercado de trabalho que provocou a redução na taxa de desocupação”, afirma Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílio do IBGE.
Os trabalhadores por conta própria são 25,219 milhões. Também estável no trimestre e com queda de 1,7% em relação a 2022. Igualmente sem variação, o número de trabalhadores domésticos foi de 5,731 milhões. Os empregados no setor público totalizam 12,064 milhões, com alta de 2,8% no trimestre e de 3,9% na comparação anual.
O economista-chefe do Banco Master e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Gala, define os resultados como “quase um milagre”, considerando a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano desde agosto de 2022. "O Brasil não estar em recessão e o desemprego não estar subindo muito é praticamente um milagre. Quando a Selic começar a cair e a gente começar a crescer de fato, as coisas vão melhorar bem para o mercado de trabalho brasileiro”, completa.
Especialistas explicam que a Selic alta como ferramenta de controle da inflação traz o ônus de desacelerar a economia, e isso influencia diretamente na geração de empregos.
Mais de 38 milhões na informalidade
A taxa de informalidade segue elevada. Corresponde a 38,9% da população ocupada, mesmo número do trimestre anterior. Há um ano, chegava a 40,1%. São 38,3 milhões de trabalhadores nessa situação. Já os subutilizados, pessoas que gostariam de trabalhar mais, somam 20,7 milhões, com taxa de 18,2%, menor no trimestre e no ano.
Ainda pela Pnad Contínua, o total de desalentados caiu para 3,726 milhões, -6,2% em três meses e -14,3% na comparação anual. Eles representam 3,4% da força de trabalho.
Com e sem carteira assinada
Assim, o total de ocupados (estimado em 98,4 milhões) ficou estável no trimestre. E teve pequena alta, de 0,9%, em relação a igual período de 2022. Já a população fora da força de trabalho (67,136 milhões) cresceu 0,6% e 3,6%, respectivamente.
De acordo com a pesquisa, o número de empregados com carteira de trabalho no setor privado foi de 36,826 milhões. Ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 3,5% em um ano. Por sua vez, os empregados sem carteira somam 12,933 milhões, estável nas duas comparações.
Os trabalhadores por conta própria são 25,219 milhões. Também estável no trimestre e com queda de 1,7% em relação a 2022. Igualmente sem variação, o número de trabalhadores domésticos foi de 5,731 milhões. Os empregados no setor público totalizam 12,064 milhões, com alta de 2,8% no trimestre e de 3,9% na comparação anual.
Mais de 38 milhões na informalidade
A taxa de informalidade segue elevada. Corresponde a 38,9% da população ocupada, mesmo número do trimestre anterior. Há um ano, chegava a 40,1%. São 38,3 milhões de trabalhadores nessa situação. Já os subutilizados, pessoas que gostariam de trabalhar mais, somam 20,7 milhões, com taxa de 18,2%, menor no trimestre e no ano.
Ainda pela Pnad Contínua, o total de desalentados caiu para 3,726 milhões, -6,2% em três meses e -14,3% na comparação anual. Eles representam 3,4% da força de trabalho.
Renda cresce na comparação com 2022
Entre os setores, na comparação com igual período de 2022, algumas áreas de serviços tiveram crescimento, como administração pública e seguridade social, atividades financeiras, transporte e armazenagem. O emprego caiu na agricultura (-6,2%) e na construção (-3,7%) e permaneceu estável tanto na indústria como no comércio.
Estimado em R$ 2.901, o rendimento médio ficou estável no trimestre e cresceu 6,6% em 12 meses. A massa de rendimentos soma R$ 280,9 bilhões, aumento de 7,9% na comparação anual.
A diminuição do desemprego não se dá pela criação de postos de trabalho, mas pelo menor número de pessoas procurando uma ocupação. “Esse recuo no trimestre foi mais influenciado pela queda do número de pessoas procurando trabalho do que por aumento expressivo de trabalhadores. Foi a menor pressão no mercado de trabalho que provocou a redução na taxa de desocupação”, afirma Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílio do IBGE.
Os trabalhadores por conta própria são 25,219 milhões. Também estável no trimestre e com queda de 1,7% em relação a 2022. Igualmente sem variação, o número de trabalhadores domésticos foi de 5,731 milhões. Os empregados no setor público totalizam 12,064 milhões, com alta de 2,8% no trimestre e de 3,9% na comparação anual.
O economista-chefe do Banco Master e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Gala, define os resultados como “quase um milagre”, considerando a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano desde agosto de 2022. "O Brasil não estar em recessão e o desemprego não estar subindo muito é praticamente um milagre. Quando a Selic começar a cair e a gente começar a crescer de fato, as coisas vão melhorar bem para o mercado de trabalho brasileiro”, completa.
Especialistas explicam que a Selic alta como ferramenta de controle da inflação traz o ônus de desacelerar a economia, e isso influencia diretamente na geração de empregos.
Mais de 38 milhões na informalidade
A taxa de informalidade segue elevada. Corresponde a 38,9% da população ocupada, mesmo número do trimestre anterior. Há um ano, chegava a 40,1%. São 38,3 milhões de trabalhadores nessa situação. Já os subutilizados, pessoas que gostariam de trabalhar mais, somam 20,7 milhões, com taxa de 18,2%, menor no trimestre e no ano.
Ainda pela Pnad Contínua, o total de desalentados caiu para 3,726 milhões, -6,2% em três meses e -14,3% na comparação anual. Eles representam 3,4% da força de trabalho.
Com e sem carteira assinada
Assim, o total de ocupados (estimado em 98,4 milhões) ficou estável no trimestre. E teve pequena alta, de 0,9%, em relação a igual período de 2022. Já a população fora da força de trabalho (67,136 milhões) cresceu 0,6% e 3,6%, respectivamente.
De acordo com a pesquisa, o número de empregados com carteira de trabalho no setor privado foi de 36,826 milhões. Ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 3,5% em um ano. Por sua vez, os empregados sem carteira somam 12,933 milhões, estável nas duas comparações.
Os trabalhadores por conta própria são 25,219 milhões. Também estável no trimestre e com queda de 1,7% em relação a 2022. Igualmente sem variação, o número de trabalhadores domésticos foi de 5,731 milhões. Os empregados no setor público totalizam 12,064 milhões, com alta de 2,8% no trimestre e de 3,9% na comparação anual.
Mais de 38 milhões na informalidade
A taxa de informalidade segue elevada. Corresponde a 38,9% da população ocupada, mesmo número do trimestre anterior. Há um ano, chegava a 40,1%. São 38,3 milhões de trabalhadores nessa situação. Já os subutilizados, pessoas que gostariam de trabalhar mais, somam 20,7 milhões, com taxa de 18,2%, menor no trimestre e no ano.
Ainda pela Pnad Contínua, o total de desalentados caiu para 3,726 milhões, -6,2% em três meses e -14,3% na comparação anual. Eles representam 3,4% da força de trabalho.
Renda cresce na comparação com 2022
Entre os setores, na comparação com igual período de 2022, algumas áreas de serviços tiveram crescimento, como administração pública e seguridade social, atividades financeiras, transporte e armazenagem. O emprego caiu na agricultura (-6,2%) e na construção (-3,7%) e permaneceu estável tanto na indústria como no comércio.
Estimado em R$ 2.901, o rendimento médio ficou estável no trimestre e cresceu 6,6% em 12 meses. A massa de rendimentos soma R$ 280,9 bilhões, aumento de 7,9% na comparação anual.
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