22/06/2023
Mais de 70% dos acordos salariais fechados neste ano superam a inflação
Os resultados das campanhas salariais deste ano têm se mostrado positivos, segundo mostra levantamento do Dieese. De um total de 4.550 acordos salariais analisados, que compreende o período de janeiro a maio, 72,2% tiveram aumento real. Ou seja, acima da variação acumulada do INPC-IBGE, índice usado como referência nas negociações sindicais.
Assim, outros 21,3% resultaram em acordos salariais com reajuste equivalente à inflação do período. E só 6,5% ficaram abaixo do INPC. Se for considerada apenas a data-base maio, 88% de 759 negociações tiveram ganho real.
“A variação real média dos reajustes de 2023 está em 0,99% acima do INPC”, informa ainda o Dieese. A média de maio é de 1,91%. Contribui para isso a redução contínua do ritmo de inflação. Há um ano, o reajuste necessário para repor perdas era de 11,9%. Agora, é de 3,74%.
Valorização do salário mínimo pode melhorar os ganhos de categorias
Na avaliação do secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio Trigo, a volta da política de valorização do salário mínimo deverá melhorar ainda mais os ganhos dos trabalhadores. Segundo ele, foi por meio de negociações coletivas que muitas categorias conseguiram atrelar o valor do salário mínimo ao piso pago aos trabalhadores, o que deverá refletir positivamente nos próximos reajustes.
"Esse processo de resgate da valorização do salário mínimo, interrompida na gestão Bolsonaro, deixa pelo caminho uma esperança de melhor condição de vida para milhões de pessoas e uma visão de civilização, onde as diferenças se estreitariam em benefício de todos. A medida aumenta o poder de compra da população, seja no mercado de trabalho ou na Seguridade Social, com a consequente expansão do mercado consumidor interno, aquecendo os negócios e estimulando o ciclo positivo da economia. A política desempenha, ainda, um papel decisivo na melhoria da distribuição da renda", explica Trigo.
Setores e pisos
Entre os setores de atividade, a indústria tem 76,6% de acordos acima do INPC. É seguida pelo setor de serviços, com 75,5%. Já o comércio mostra 52,8% de reajustes acima da inflação.
Além disso, de janeiro a maio, o valor médio dos pisos foi de R$ 1.551,20. Varia de R$ 1.502,17 (indústria) a R$ 1.605,23 (comércio).
> Confira aqui a íntegra do levantamento elaborado pelo Dieese, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Assim, outros 21,3% resultaram em acordos salariais com reajuste equivalente à inflação do período. E só 6,5% ficaram abaixo do INPC. Se for considerada apenas a data-base maio, 88% de 759 negociações tiveram ganho real.
“A variação real média dos reajustes de 2023 está em 0,99% acima do INPC”, informa ainda o Dieese. A média de maio é de 1,91%. Contribui para isso a redução contínua do ritmo de inflação. Há um ano, o reajuste necessário para repor perdas era de 11,9%. Agora, é de 3,74%.
Valorização do salário mínimo pode melhorar os ganhos de categorias
Na avaliação do secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio Trigo, a volta da política de valorização do salário mínimo deverá melhorar ainda mais os ganhos dos trabalhadores. Segundo ele, foi por meio de negociações coletivas que muitas categorias conseguiram atrelar o valor do salário mínimo ao piso pago aos trabalhadores, o que deverá refletir positivamente nos próximos reajustes.
"Esse processo de resgate da valorização do salário mínimo, interrompida na gestão Bolsonaro, deixa pelo caminho uma esperança de melhor condição de vida para milhões de pessoas e uma visão de civilização, onde as diferenças se estreitariam em benefício de todos. A medida aumenta o poder de compra da população, seja no mercado de trabalho ou na Seguridade Social, com a consequente expansão do mercado consumidor interno, aquecendo os negócios e estimulando o ciclo positivo da economia. A política desempenha, ainda, um papel decisivo na melhoria da distribuição da renda", explica Trigo.
Setores e pisos
Entre os setores de atividade, a indústria tem 76,6% de acordos acima do INPC. É seguida pelo setor de serviços, com 75,5%. Já o comércio mostra 52,8% de reajustes acima da inflação.
Além disso, de janeiro a maio, o valor médio dos pisos foi de R$ 1.551,20. Varia de R$ 1.502,17 (indústria) a R$ 1.605,23 (comércio).
> Confira aqui a íntegra do levantamento elaborado pelo Dieese, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
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