17/04/2023
Juros altos derrubam o PIB, mas não a inflação
A taxa básica de juros (Selic) no patamar tão elevado, de 13,75% ao ano, tem gerado uma crise de crédito, em especial para o setor empresarial, e derrubado a produção no Brasil.
Com as elevadas taxas, com juros reais na casa de 7,5% ao ano, o gasto do governo com serviços da dívida explode: de novembro de 2020 ao mesmo mês de 2022 foi de pouco mais de R$ 300 bi para os R$ 600 bi.
Esses pagamentos comprometem grande parte do orçamento público, que poderia ter outra utilização em cenário de juros menores, em especial obras públicas, responsáveis por estimular a produção como um todo.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, “os favorecidos são apenas os bancos, que possuem quase 30% dos títulos públicos federais, e os rentistas, que especulam no mercado financeiro, sem produzir ou gerar postos de trabalho”.
BC culpa inflação
O Banco Central (BC) justifica a Selic nos estratosféricos 13,75% como recurso de controle da inflação. “Mas isso só funciona quando os preços sobem por causa da demanda, que não é o caso atual”, explicou a presidenta da Contraf-CUT.
“No Brasil, a inflação decorre de outros fenômenos, como os elevados preços de produtos estratégicos, combustível, por exemplo, em função de fatores internacionais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, além de fatores climáticos que impactam nos preços dos alimentos”, completou.
“Os juros têm que cair, não dá para esperar”, defende Juvandia. “Temos mais de 9 milhões de desempregados, 5 milhões de subocupados e 4 milhões de desalentados. Basta! O Brasil precisa se reconstruir”, completou.
Perspectivas
Com os altos juros estrangulando o setor produtivo, o BC estima queda na atividade econômica do país, com o Produto Interno Bruto (PIB) em queda livre: 5% em 2021, 3% em 2022, 0,9% em 2023 e 1,5% em 2024.
Juvandia alerta que “essa política monetária produz todos os componentes para bloquear a produção, o consumo e o investimento no setor produtivo, com a consequente queda do número de empregos e da renda”.
Para a dirigente, “o país está assistindo a uma postura criminosa que apenas empobrece o trabalhador brasileiro”. Por essa razão, “todo o movimento sindical está dizendo ‘Fora Campos Neto!’”, concluiu.
Com as elevadas taxas, com juros reais na casa de 7,5% ao ano, o gasto do governo com serviços da dívida explode: de novembro de 2020 ao mesmo mês de 2022 foi de pouco mais de R$ 300 bi para os R$ 600 bi.
Esses pagamentos comprometem grande parte do orçamento público, que poderia ter outra utilização em cenário de juros menores, em especial obras públicas, responsáveis por estimular a produção como um todo.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, “os favorecidos são apenas os bancos, que possuem quase 30% dos títulos públicos federais, e os rentistas, que especulam no mercado financeiro, sem produzir ou gerar postos de trabalho”.
BC culpa inflação
O Banco Central (BC) justifica a Selic nos estratosféricos 13,75% como recurso de controle da inflação. “Mas isso só funciona quando os preços sobem por causa da demanda, que não é o caso atual”, explicou a presidenta da Contraf-CUT.
“No Brasil, a inflação decorre de outros fenômenos, como os elevados preços de produtos estratégicos, combustível, por exemplo, em função de fatores internacionais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, além de fatores climáticos que impactam nos preços dos alimentos”, completou.
“Os juros têm que cair, não dá para esperar”, defende Juvandia. “Temos mais de 9 milhões de desempregados, 5 milhões de subocupados e 4 milhões de desalentados. Basta! O Brasil precisa se reconstruir”, completou.
Perspectivas
Com os altos juros estrangulando o setor produtivo, o BC estima queda na atividade econômica do país, com o Produto Interno Bruto (PIB) em queda livre: 5% em 2021, 3% em 2022, 0,9% em 2023 e 1,5% em 2024.
Juvandia alerta que “essa política monetária produz todos os componentes para bloquear a produção, o consumo e o investimento no setor produtivo, com a consequente queda do número de empregos e da renda”.
Para a dirigente, “o país está assistindo a uma postura criminosa que apenas empobrece o trabalhador brasileiro”. Por essa razão, “todo o movimento sindical está dizendo ‘Fora Campos Neto!’”, concluiu.
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