30/03/2023
Fórum pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro começa a ser organizado
A Secretaria de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) organizou uma reunião do Coletivo Nacional de Combate ao Racismo, na quarta-feira (28), com representantes dos sindicatos, para discutir com antecedência a organização do VII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro.
No encontro, em formato eletrônico, foi definida a realização do Fórum em Porto Alegre, nos dias 10 e 11 de novembro. O Coletivo ressaltou a importância da realização de um novo Censo da Diversidade para se ter um quadro real e atualizado sobre a presença de trabalhadores negros e negras no setor financeiro.
Outro ponto foi a possibilidade de solicitar ao Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) outro levantamento, sobre o número de parlamentares, como também de assessores e assessoras, negros e negras, nos parlamentos das esferas federal, estaduais e municipais.
No Fórum, em novembro, serão debatidas formas de atuação da categoria junto às secretarias de segurança estaduais, com o objetivo de estimular a efetiva implementação da lei 14.532/2023, sancionada pelo presidente Lula, que equipara injúria racial ao crime de racismo e prevê penas mais duras. Outro tema debatido será a perseguição a religiões de matriz africana.
Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, “o Fórum é fundamental, já que somos 56% de negros e negras na população brasileira, e o sistema financeiro é racista, discrimina a população negra e tem a cor da pele como dificultador para a ascensão profissional”.
O secretário também lembra que “o salário dos trabalhadores negros e negras é em média 25% menor que o dos não negros e praticamente não há negras ou negros nos quadros de direção bancária, e é preciso acabar com essas diferenças, inclusive com um trabalho junto aos bancos para criar uma política de contratação que mude essa mentalidade”.
"A representatividade racial é fundamental para compor um ambiente livre de desigualdades e preconceitos, além de refletir a diversidade do país. O preconceito é resultado não somente da discriminação ocorrida no passado, mas de um processo ainda muito ativo de estereótipos raciais enraizados por muito tempo, inclusive nos locais de trabalho. Precisamos reverter esse quadro e promover um modelo de desenvolvimento no qual a diversidade seja um dos seus pilares e em que prevaleça a cultura da inclusão e da igualdade!, acrescenta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio Trigo.
No encontro, em formato eletrônico, foi definida a realização do Fórum em Porto Alegre, nos dias 10 e 11 de novembro. O Coletivo ressaltou a importância da realização de um novo Censo da Diversidade para se ter um quadro real e atualizado sobre a presença de trabalhadores negros e negras no setor financeiro.
Outro ponto foi a possibilidade de solicitar ao Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) outro levantamento, sobre o número de parlamentares, como também de assessores e assessoras, negros e negras, nos parlamentos das esferas federal, estaduais e municipais.
No Fórum, em novembro, serão debatidas formas de atuação da categoria junto às secretarias de segurança estaduais, com o objetivo de estimular a efetiva implementação da lei 14.532/2023, sancionada pelo presidente Lula, que equipara injúria racial ao crime de racismo e prevê penas mais duras. Outro tema debatido será a perseguição a religiões de matriz africana.
Para o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, “o Fórum é fundamental, já que somos 56% de negros e negras na população brasileira, e o sistema financeiro é racista, discrimina a população negra e tem a cor da pele como dificultador para a ascensão profissional”.
O secretário também lembra que “o salário dos trabalhadores negros e negras é em média 25% menor que o dos não negros e praticamente não há negras ou negros nos quadros de direção bancária, e é preciso acabar com essas diferenças, inclusive com um trabalho junto aos bancos para criar uma política de contratação que mude essa mentalidade”.
"A representatividade racial é fundamental para compor um ambiente livre de desigualdades e preconceitos, além de refletir a diversidade do país. O preconceito é resultado não somente da discriminação ocorrida no passado, mas de um processo ainda muito ativo de estereótipos raciais enraizados por muito tempo, inclusive nos locais de trabalho. Precisamos reverter esse quadro e promover um modelo de desenvolvimento no qual a diversidade seja um dos seus pilares e em que prevaleça a cultura da inclusão e da igualdade!, acrescenta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio Trigo.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- COE Santander cobra valorização do PPRS e avanço nas demais reivindicações da minuta
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- Banco do Brasil tem nova rodada de negociação nesta quarta-feira (19) e funcionários cobram propostas
- BB propõe clausular ações por igualdade e combate à violência doméstica, mas segue sem apresentar soluções às principais reivindicações dos funcionários
- Santander volta a mesa de negociação nesta quarta-feira (19) e funcionários esperam avanços no PPRS
- Caixa frustra empregados sem nova proposta para o Saúde Caixa
- Mobilização dos trabalhadores faz bancos recuarem de proposta de reajustes por faixas salariais
- Proposta da Fenaban é rejeitada por 97% dos bancários e bancárias
- Santander demite durante a Campanha Nacional, mesmo após pedido do Comando
- Sindicato publica aviso de paralisação da categoria bancária no dia 20 de agosto
- Trabalhadores retomam negociações com os bancos nesta terça-feira (18)
- Eleições Cabesp: Todos podem votar, incluindo pensionistas e Cabesp Família
- Saúde Caixa: Banco traz nova proposta; CEE recusa
- Assembleia na segunda-feira (17) delibera sobre proposta da Fenaban e paralisação no dia 20. Participe!