14/02/2023
Bancários protestam de norte a sul contra juros altos
Nesta terça-feira (14), bancários e bancárias de todo o Brasil protestam contra os juros altos impostos pelo Banco Central (BC). A Selic, a taxa básica, está em 13,75%, a mais alta do mundo, e o BC sinaliza que a manterá nesses patamares elevados pelo menos até dezembro. Os atos são organizados pelo Comando Nacional dos Bancários, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e diversas outras entidades. Às 11 horas de Brasília, também será feito um tuitaço, com a hashtag #JurosBaixosJá.
“O Banco Central deve servir aos interesses do povo, à criação e manutenção de emprego. Não podemos permitir que ele sirva aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Os juros altos freiam o nível de atividade econômica e inibem o investimento produtivo, consequentemente, o emprego e a renda também”, completou.
Juvandia também lembrou que o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, fez campanha para o governo Bolsonaro e estava em grupos de WhatsApp dos ministros do ex-presidente. “Ele continua fazendo a política econômica de Paulo Guedes. Deveria pedir demissão”, completou a dirigente.
"O mercado defende corte nos investimentos sociais para sobrar mais recursos para pagar os juros da dívida pública. A política de juros alto promove uma transferência de renda perversa, porque tira dos pobres para dar para os muito ricos. O resultado disso é o desaquecimento da economia, com alto risco de recessão. Se há autonomia do BC é em relação ao povo, ao trabalhador e trabalhadora com salários arrochados, aos que exercem trabalho precarizado, aos milhões de brasileiros desempregados e que passam fome. O Brasil precisa crescer e reduzir a desigualdade. Esse é o recado que daremos hoje!", ressaltou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, que endossará as manifestações de maneira virtual, em suas redes.
> Leia aqui texto detalhado sobre os juros altos e a chamada autonomia do BC.
Confira a programação dos atos em frente às sedes do BC em várias cidades do país:
Brasília/DF
Setor Bancário Sul (SBS), Quadra 3, Bloco B, Edifício Sede do BC, às 12h30.
Belém/PA
Boulevard Castilhos França, 708 – Campina, às 9 horas.
Belo Horizonte/MG
Av. Álvares Cabral, 1605 – Santo Agostinho, às 10 horas.
Curitiba/PR
Av. Cândido de Abreu, 344 – Centro Cívico, às 10 horas.
Fortaleza/CE
Av. Heráclito Graça, 273 – Centro, às 9 horas.
Porto Alegre/RS
Rua 7 de Setembro, 586 – Centro, às 12 horas.
Recife/PE
Rua da Aurora, 1259 – Santo Amaro, às 9 horas.
Salvador/BA
1ª avenida, 160 – Centro Administrativo da Bahia (CAB), às 9 horas.
São Paulo/SP
Av. Paulista, 1804 – Bela Vista, às 11 horas.
Rio de Janeiro/RJ
Av. Presidente Vargas, 730 – Centro, às 11 horas.
“O Banco Central deve servir aos interesses do povo, à criação e manutenção de emprego. Não podemos permitir que ele sirva aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Os juros altos freiam o nível de atividade econômica e inibem o investimento produtivo, consequentemente, o emprego e a renda também”, completou.
Juvandia também lembrou que o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, fez campanha para o governo Bolsonaro e estava em grupos de WhatsApp dos ministros do ex-presidente. “Ele continua fazendo a política econômica de Paulo Guedes. Deveria pedir demissão”, completou a dirigente.
"O mercado defende corte nos investimentos sociais para sobrar mais recursos para pagar os juros da dívida pública. A política de juros alto promove uma transferência de renda perversa, porque tira dos pobres para dar para os muito ricos. O resultado disso é o desaquecimento da economia, com alto risco de recessão. Se há autonomia do BC é em relação ao povo, ao trabalhador e trabalhadora com salários arrochados, aos que exercem trabalho precarizado, aos milhões de brasileiros desempregados e que passam fome. O Brasil precisa crescer e reduzir a desigualdade. Esse é o recado que daremos hoje!", ressaltou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, que endossará as manifestações de maneira virtual, em suas redes.
> Leia aqui texto detalhado sobre os juros altos e a chamada autonomia do BC.
Confira a programação dos atos em frente às sedes do BC em várias cidades do país:
Brasília/DF
Setor Bancário Sul (SBS), Quadra 3, Bloco B, Edifício Sede do BC, às 12h30.
Belém/PA
Boulevard Castilhos França, 708 – Campina, às 9 horas.
Belo Horizonte/MG
Av. Álvares Cabral, 1605 – Santo Agostinho, às 10 horas.
Curitiba/PR
Av. Cândido de Abreu, 344 – Centro Cívico, às 10 horas.
Fortaleza/CE
Av. Heráclito Graça, 273 – Centro, às 9 horas.
Porto Alegre/RS
Rua 7 de Setembro, 586 – Centro, às 12 horas.
Recife/PE
Rua da Aurora, 1259 – Santo Amaro, às 9 horas.
Salvador/BA
1ª avenida, 160 – Centro Administrativo da Bahia (CAB), às 9 horas.
São Paulo/SP
Av. Paulista, 1804 – Bela Vista, às 11 horas.
Rio de Janeiro/RJ
Av. Presidente Vargas, 730 – Centro, às 11 horas.
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