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 27/11/2020

Após cobranças das entidades e da CEE, Caixa anuncia fim do “semáforo” nos PSIs



A Caixa anunciou na quarta-feira (25) o fim do “semáforo” nos PSIs, liberando a movimentação dos empregados entre as vice-presidências, Matriz, Rede, Centralizadoras e Filiais.

A mudança foi anunciada após reivindicações de melhoria nos PSIs feitas pelas entidades, com o apoio do Sindicato, e encaminhadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) à mesa permanente de negociações.

A implementação do “semáforo” no MN RH 040, normativo que disciplina os Processos Seletivos Internos, havia sido feita, de acordo com os representantes da Caixa na mesa de negociação, para restringir a participação de que estavam lotado em unidades classificadas pela empresa como “deficitárias” em termos da quantidade de empregados, para evitar que as unidades ficassem ainda mais sem pessoal. Desta forma, o “semáforo” sacrificava a mobilidade e perspectiva de carreira dos empregados para sustentar a decisão do presidente da empresa de não contratar nem ao menos para repor quem se desligou da empresa, inclusive em função dos PDV’s.

 > O que a decisão de não contratar tem a ver com o “semáforo” dos PSIs?

A Caixa perdeu mais de 17 mil empregados em pouco mais de cinco anos. A decisão do governo federal e do atual presidente da Caixa de não repor as vagas de quem aderiu aos sucessivos PDVs realizados desde 2016 pela empresa afeta, inclusive, a carreira dos empregados. Por isso, é muito importante o engajamento de todos nas campanhas por mais contratações. Fique atento e fortaleça a luta por mais empregados.

> Subscreva abaixo-assinado por mais contratações na Caixa.

“Esta medida se trata de algo que sempre reivindicamos. Até porque, o semáforo prejudicava principalmente os colegas que estão nas agências. Vale ressaltar que também precisamos avançar no debate com a Caixa sobre o Processo Seletivo Interno (PSI) da empresa, pois cobramos que o processo deve ser universal e mais objetivo, tendo menos avaliação subjetiva do gestor”, explicou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa.

A mudança foi anunciada pelo presidente da Caixa, Pedro Guimaraes, e transmitida para todo o país em vídeo streaming. Na ocasião, além da análise do balanço do 3º trimestre do banco, também foram anunciadas outras medidas que fazem parte da reivindicação dos empregados da Caixa, como a antecipação do pagamento do salário e dos auxílios refeição e alimentação, do dia 20 para 14 de dezembro, além de nova sistemática de incentivo ao mestrado e doutorado, possibilitando a qualificação dos empregados.

“O presidente Pedro Guimarães é um marqueteiro de primeira. Anuncia coisas como se fosse uma benesse exclusiva dele e não algo já reivindicado há tempos pela representação dos empregados. E, paralelo a isso, faz movimentação para enfraquecer a Caixa. Não é fácil não”, argumentou Fabiana.



Fonte: Apcef/SP, com informações da Contraf-CUT e edição de Seeb Catanduva
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