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 16/10/2020

Campanha da categoria bancária contra as demissões agita as redes sociais e a mídia




O início da Campanha Nacional Contra as Demissões nos Bancos Privados começou na quinta-feira (15) com protestos e repercussões na mídia e nas redes sociais. Reportagens, protestos digitais e entrevistas marcaram a ação do movimento sindical bancário. Às 16h, houve o tuitaço com a hashtag #QuemLucraNãoDemite, que movimentou tanto a categoria bancária como a população em todo o país.

Antes, pela manhã, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, respeitando as recomendações sanitárias, realizou atos públicos em frente às agências lotadas na base da entidade. Foram afixados cartazes nas fachadas das unidades bancárias e com caixas de som, os diretores denunciaram à população a irresponsabilidade social e falta de compromisso dos bancos ao romperem com os trabalhadores o acordo de não demissão durante a pandemia. 

“A luta do Sindicato é pela manutenção do emprego e por condições dignas de trabalho à categoria. E essa é também uma luta que deve ser abraçada por toda a população, que utiliza os serviços bancários e sofre com as tarifas abusivas, ao passo que recebe um atendimento cada vez mais precarizado em decorrência da falta de funcionários. Sobrecarregados, os trabalhadores que permanecem nas agências estão adoencendo. Os bancos, movidos pela ganância, se esquecem que são estes trabalhadores, que acabam doentes ou no olho da rua, os principais responsáveis pelos seus lucros exorbitantes. Basta! Os trabalhadores merecem respeito!” reforçou o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim.

No início da noite, a TVT fez reportagem sobre a campanha. O repórter Jô Miyagui, autor da reportagem, informou que os três maiores bancos privados, Itaú, Bradesco e Santander tiveram juntos um lucro de R$ 21,7 bilhões no primeiro semestre deste ano. As demissões, de acordo com a reportagem, atingiram 2.600 trabalhadores.

“Não adianta os bancos privados fazerem marketing para a população, para dizer que eles têm um comportamento bom, que têm linha de crédito social. O marketing mais importante é garantir os empregos. É o gesto que a sociedade precisa nesse momento. É o melhor marketing nesse momento. Empresa que lucra não pode demitir”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

Além dos três grandes bancos, outras instituições financeiras também descumpriram o acordo do começo do ano. “Também têm bancos pequenos como o Carrefour, o Banco Original, o C6 e outros bancos pequenos que começaram também. A gente resolveu fazer uma campanha unificada, contra todos os bancos do sistema financeiro, expondo para a sociedade que é uma covardia demitir na pandemia”, afirmou a secretária geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro.

> Para ver a reportagem da TVT, clique aqui.

Madruga Bancário

Após a reportagem da TVT, a campanha contra as demissões também foi pauta da live no Madruga Bancário, perfil do Instagram (@madrugabancário) bastante popular entre a categoria bancária. Em um bate papo com o Madruga, Juvandia explicou como surgiu o acordo para não demitir durante a pandemia, firmado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no primeiro semestre de 2020. “Cobramos equipamento e também a suspensão das demissões porque mais importante era garantir o emprego. O desemprego já estava alto. Cobramos e os grandes bancos se comprometeram. Eles falaram que era um compromisso de mesa e que não queriam se comprometer com data. Mas, o acordo era de não demitir na pandemia. A pandemia não acabou e o compromisso está colocado”, relatou a presidenta da Contraf-CUT.

Além do rompimento do acordo, Juvandia também destacou na conversa com o Madruga Bancário os danos para a economia que representam as demissões. “É uma irresponsabilidade social. Quanto mais gente empregada, mais elas vão ter recursos para fazer a economia girar. Isso é importante para o país. Você vê que o auxílio emergencial foi fundamental nesse momento de crise. Se não fosse isso, estaríamos em uma situação muito pior. Quando as pessoas têm menos renda, o governo arrecada menos também. Se todas as empresas começarem a demitir, a economia vai encolher cada vez mais”, alertou a presidenta da Contraf-CUT.



Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva
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