ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 06/10/2020

Governo quer justificar privatizações dizendo que ajudarão a proteger o meio ambiente



O InfoMoney divulgou na segunda-feira (5) que o governo quer incluir o programa de privatizações e concessões na lista de esforços para proteger florestas e rios.

A secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos, Martha Seillier, disse que a construção de infraestrutura por meio de concessões e privatizações não só representa boas oportunidades de negócios, mas também uma estratégia favorável ao meio ambiente, em um momento em que investidores apertam o cerco contra políticas ambientais do governo.

A nova lei do saneamento, recentemente aprovada com apoio do governo para facilitar a privatização dos serviços de água e esgoto, vai reduzir a poluição dos rios e melhorar os padrões de higiene em todo o país, disse a secretária. As concessões ferroviárias reduzirão a dependência de automóveis, afirmou. Ela citou ainda leilões e investimentos em energia eólica e hidrelétricas como parte de uma agenda favorável ao meio ambiente.

“O desafio maior já aconteceu, que é a decisão política de avançar nessa rota. Em um governo de quatro anos, as principais decisões foram tomadas no primeiro ano; este segundo ano tem sido de estudos de modelagem. O ano que vem, se tudo der certo, vai ser o ano de leilões”, explicou Martha Seillier.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, o discurso neoliberal do governo prega a privatização como solução para uma infinidade de problemas, mas ignora que sem as empresas públicas o Brasil e toda a sociedade têm muito a perder, devido à sua capacidade de fazer e que não é de interesse do setor privado. Sem as estatais,  é possível ter o fim da prestação de muitos serviços à população mais carente.

"A pandemia veio para atenuar ainda mais o quanto essas instituições são essenciais ao país. As empresas públicas, sobretudo a Caixa e o BB, já anunciaram uma série de medidas econômicas para tentar atenuar os efeitos da crise. Essa agilidade só é possível porque são empresas públicas. Toda vez que o Brasil vende uma estatal, está repassando à iniciativa privada ganhos que compõem o patrimônio nacional. Além disso, a privatização é uma má estratégia do ponto de vista econômico, visto que o lucro das atividades dessas empresas é superior à receita gerada com a venda em processos de privatização. E se você acha que não tem nada a ver com isso, saiba que é a sua alimentação que ficará mais cara, o sonho da casa própria e da universidade também ficará mais distante, e que sem grandes obras de infraestrutura não há geração de empregos... Por isso, resistir é o caminho. A importância dos trabalhadores, sociedade e entidades se unirem para defender as empresas públicas é a de dar condições de lutarmos por um país melhor, pela democracia e pelo futuro do povo brasileiro", ressalta Vicentim.
 



Fonte: Apcef/SP, com edição de Seeb Catanduva
MAIS NOTÍCIAS
« voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 avançar »
TOPO