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 06/10/2020

Sindicatos protestam contra demissões nos bancos



O Sindicato de Catanduva e região, juntamente com os demais sindicatos de bancários de todo o país, está em campanha contra as demissões pelos bancos. Na última sexta-feira (2), um tuitaço contra as demissões pelo Itaú esteve entre os assuntos mais comentados da rede. Com a hashtag #ItaúNãoDemitaMeusPais, o protesto procurou mostrar não apenas que o banco descumpriu o compromisso de não demitir funcionários durante a pandemia, mas também que a responsabilidade social pregada pelo Itaú em suas peças publicitárias nem sempre e colocada em prática por ele mesmo.

Em uma só tacada, o banco demitiu 130 funcionários na área de Veículos, além de outras que ocorreram em agências bancárias.

“O banco teve lucro líquido de R$ 28 bilhões no ano o passado e nos seis primeiros meses de 2020, mesmo com a pandemia, lucrou R$ 8 bilhões. Mas, ao mesmo tempo de desenvolveu campanha publicitária para mostrar seu lado humano, demite funcionários durante a maior crise sanitária vivida pelo país nos últimos 100 anos. Tamanha incoerência não pode ficar oculta. Numa hora dessa, o banco precisa mostrar sua responsabilidade com as pessoas, com o país,” afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Itaú.

Banco acusa o baque

Na própria sexta-feira o banco divulgou um comunicado interno aos seus funcionários falando sobre a atuação pessoal nas redes sociais. Para o movimento sindical, trata-se de uma tentativa de intimidar os funcionários e reduzir a participação dos funcionários nas ações dos sindicatos.

“Nossa ação de sexta-feira foi muito boa. As demissões pelo Itaú foram um dos assuntos mais comentados nas redes. Com a desculpa de que está pregando o respeito à diversidade de gênero, cultura, raça, condição social, religião, idade e até convicções políticas e filosóficas, o banco ameaça com o código de ética que deve ser cumprido pelos funcionários com as postagens em redes sociais que possam afetar a imagem do banco”, observou o dirigente. “Mas, o banco tem que tomar cuidado com suas atitudes. Além das demissões em plena pandemia, um comunicado como esse, enviado aos funcionários bem no dia de um tuitaço, pode manchar a imagem do banco bonzinho, responsável socialmente, que é transmitido em suas peças publicitárias”, disse Jair.

Campanha continua

O coordenador da COE do Itaú explicou que a campanha contra as demissões continuará, com um novo tuitaço na próxima sexta-feira (9).

“Queremos que o banco cumpra com o compromisso de não demitir durante a pandemia. Reveja estas demissões e realoque estes funcionários. Vamos continuar a campanha e contamos com a colaboração dos trabalhadores. Mesmo que, para evitar perseguições, tenham que criar perfis alternativos para não serem identificados”, ressaltou, lembrando que a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), sindicatos e federações da categoria orientam os funcionários a não utilizarem computadores e celulares dos bancos para atividades de uso pessoal.

No tuitaço da próxima sexta-feira os sindicatos usarão uma outra hashtag: #ItaúPareDeAmeçarMeusPais.

Outros bancos

Além do Itaú, o Santander, o Bradesco e o Mercantil do Brasil também estão demitindo funcionários em plena pandemia.

O presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim, acrescentou que todos esses bancos assumiram em mesa de negociação o compromisso de não demitir durante o período de pandemia. "Atravessamos um período delicado, cuja crise sanitária e econômica vem assolando o país, sobretudo a classe trabalhadora. Na contramão, os bancos seguem tendo lucros bilionários e, ainda assim, desrespeitam o acordado e colocam pais e mães de família na rua, sem nenhuma responsabilidade social.  As instituições financeiras se esquecem que esses são trabalhadores que contribuíram por anos para o lucro dos bancos. A categoria exige e merece respeito. Basta de demissão! Chega de impor o lucro acima de qualquer princípio, inclusive da vida!", critica Vicentim.

“As demissões sobrecarregam, ainda, os que ficaram, que sofrem com cobranças e pressões que só aumentam, além de ameaças caso não cumpram as metas que foram estabelecidas. O assédio é constante. Por isso, agradecemos a participação de todos que somaram nessa mobilização nas redes e contamos novamente com a participação de toda a categoria e da sociedade em geral nas novas mobilizações, que já estão agendadas. Enquanto os bancos não desistirem dessa política de demitir em plena pandemia, mesmo com seu lucro altíssimo, não iremos recuar", ressaltou o presidente do Sindicato.

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Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva
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