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 01/10/2020

Direção da Caixa limita home office dos gerentes gerais de Rede em dois dias por mês



Gerentes Gerais de Rede (GGRs) poderão trabalhar em home office apenas dois dias por mês. É o que diz o comunicado enviado pela Caixa aos empregados no último dia 23 de setembro. Na prática, a limitação imposta pelo banco tira a possibilidade dos GGRs de participarem do rodízio do home office. Em mesa de negociação, durante a Campanha Salarial de 2020, o banco confirmou a manutenção do rodízio semanal, no qual os empregados ficam uma semana no trabalho remoto e uma semana no presencial, com exceção dos grupos de risco (ficam em home office indefinidamente) e de quem aderiu ao "Quero Atender" (portanto, abrindo mão de ficar em home office).

De acordo com o membro da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Apcef/SP, Leonardo Quadros, se o Gerente Geral pode ficar no máximo dois dias por mês no home office, ele não terá condições de fazer o rodízio, o que compromete sua própria saúde. "A pandemia não acabou, e as pessoas precisam preservar a saúde, por isso o rodízio deve continuar. Na prática, com a limitação anunciada pelo presidente da Caixa, é tirada do gerente geral essa possibilidade de participar do rodízio e ficar mais tempo em home office. Sempre defendemos que o GG deve participar do rodízio, porque ele é empregado como todos os outros. Não é razoável que só por conta da função que ele ocupa, ele não possa participar do rodízio como os demais", destacou Leonardo.

A notícia da limitação do home office para os GGRs veio no mesmo dia do anúncio dos 10 dias de compensação para os gerentes que trabalharam aos sábados durante a abertura das agências para o pagamento do auxílio emergencial. Pedro Guimarães fez o anúncio como um reconhecimento pelo esforço dos empregados, mas a compensação é um direito dos trabalhadores.

A compensação também foi uma cobrança da CEE/Caixa em mesa de negociação e o pedido foi para todos os empregados, inclusive superintendentes executivos de varejo, gerentes nacionais, gerentes de centralizadoras e outros que merecem ter direito à compensação.

A coordenadora da Comissão e secretária de cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, ressaltou que a CEE continua reivindicando o fim do trabalho aos sábados. "O que reivindicamos é o fim do trabalho aos sábados uma vez que a jornada para todos que estão na rede é extensa e extremamente estafante. Além disso, existe uma outra necessidade urgente que é dar melhores condições de trabalho para todos os empregados que estão no atendimento diário. O cansaço é de todos", ressaltou.

Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, o home office tem sido uma medida fundamental para garantir não apenas a saúde do trabalhador, mas da população que utiliza os serviços bancários. Tony também defende a compensação como direito dos empregados que permanecem na linha de frente dos pagamentos do auxílio emergencial, arriscando sua saúde para que a Caixa consiga cumprir sua função social, tão importante para o país, sobretudo neste momento de pandemia e recessão econômica.

"É muito incoerente a postura do presidente da Caixa que diz que precisa reconhecer o esforço dos gerentes gerais que trabalharam durante a pandemia, mas limita a possibilidade de trabalhar em home office e cuidar da saúde. O fim do trabalho aos sábados e a compensação dos GGRS são compromissos antigos de mesa da direção da Caixa. Os trabalhadores estão sobrecarregados, cansados fisicamente e mentalmente. A jornada está extenuante. A compensação não é nenhum benefício do banco, é direito desses trabalhadores!", afirmou o diretor.



Fonte: Fenae, com edição de Seeb Catanduva
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