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 14/09/2020

FGTS: saiba como pedir o “desfazimento” do depósito emergencial




A Caixa conclui neste mês de setembro os depósitos referentes ao saque emergencial do FGTS para trabalhadores com saldo em suas contas ativas e inativas. Os valores são creditados em uma conta digital e podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem. 

Cerca de 60 milhões de trabalhadores possuem contas no FGTS e, conforme a Caixa, até o momento um milhão de cotistas optaram pelo cancelamento ou desfazimento do crédito. Segundo o banco, o volume de recursos que não serão sacados chega a R$ 900 milhões, para um total de 37, 8 bilhões previstos para sair dos cofres do Fundo. 

No entendimento do presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, diante da crise que estamos vivendo, o governo precisa apresentar ao país medidas para enfrentar os efeitos da pandemia, mas sem comprometer o patrimônio dos trabalhadores. O FGTS foi criado para que os trabalhadores, demitidos sem justa causa e ao se aposentar, tivessem acesso a uma poupança individual, no montante de um salário por ano de trabalho. 

“Até que os recursos não sejam sacados pelos trabalhadores, eles são utilizados para financiar políticas de habitação, infraestrutura urbana e saneamento. Quanto maior o recurso do Fundo, mais segurança, investimentos e crédito”, destaca o presidente da Fenae. O ativo do FGTS que em 2018 era R$ 547 bilhões caiu para R$ 537 bilhões em 2019.

“Independente do direito das pessoas de sacarem seus recursos, porque é um direito e tem que ser respeitado, há uma preocupação, porque as políticas do governo, até aqui, não apontam para uma saída positiva para nossa economia”, destaca Takemoto.

O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, explica que a situação é de urgência de recursos para a população, mas avalia que o esvaziamento do Fundo vai prejudicar a retomada da economia. E critica também a falta de ação do Executivo. “O governo não tem política para tirar o país da crise. No meio dessa confusão está a população, que está sofrendo os efeitos deste cenário nebuloso e não tem esperança de sair dele, tamanha falta de preparo deste governo”, avalia. “Os recursos do FGTS são imprescindíveis para retomar a economia e gerar emprego e renda", analisa  o diretor.

O saque reduz o valor que o trabalhador terá em conta em caso de demissão, se contrair alguma doença grave ou ainda para a aquisição da casa própria.

Desfazimento

Quem não quiser efetuar a retirada deverá informar nos canais de atendimento da Caixa até 10 dias antes da data prevista para o crédito na conta poupança social digital. Caso o crédito já tenha sido feito e o cotista não movimente a conta até 30 de novembro de 2020, o valor retornará à conta do FGTS, com a devida correção.

Se isso acontecer, o cotista terá ainda um mês (até 31 de dezembro de 2020) para mudar de ideia e pedir de volta o depósito do saque emergencial de até R$ 1.045 na conta poupança social digital. Essa solicitação deverá ser feita pelo app FGTS.

Se já recebeu o depósito do FGTS emergencial e não quer o dinheiro, o trabalhador precisa pedir o que a Caixa chama de "desfazimento" —ou seja, o retorno do dinheiro à conta no fundo. Os passos a seguir valem para o aplicativo FGTS (disponível para Android ou iOS) e para o site do FGTS. 

1. Abra o app/site, preencha seu número de CPF, marque o quadrado "Não sou um robô". Em seguida, digite sua senha. Se é seu primeiro acesso ao sistema do FGTS, clique em "Cadastrar-se" para gerar sua senha. 

2. No menu inicial, vá até a opção "Saque Emergencial FGTS". 

3. Na parte de baixo da tela, estarão indicados o valor que foi transferido e o número da conta poupança social digital. Aperte a opção "Solicitar o desfazimento" e, depois, em "Continuar". 


Após a confirmação do pedido, o dinheiro deverá retornar à conta do FGTS em até 30 dias. Correntistas da Caixa também podem fazer o pedido pelo Internet banking. Se o trabalhador usar parte do dinheiro — pagamento de boleto pelo aplicativo Caixa Tem, saque na agência ou transferência —, a Caixa vai negar o pedido de desfazimento e manter o valor na conta poupança social digital.



Fonte: Fenae, com edição de Seeb Catanduva
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