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 26/08/2020

Santander paga R$ 8 milhões para Ana Paula Arósio e reajuste ZERO para o trabalhador



Ana Paula Arósio está entre os assuntos mais comentados do Twitter nesta semana após retornar à TV em um comercial do Santander, exibido no intervalo do Jornal Nacional desta terça-feira (25).

Os internautas ficaram chocados com o suposto valor de R$ 8 milhões em cachê previsto para ser pago à atriz em plena crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, como informam vários sites de notícias nesta quarta-feira (26).

‘’É um desrespeito sem fim o que o Santander faz com seus trabalhadores! Em mesa de negociação com a categoria tenta retirar direitos com a desculpa de que o banco teve prejuízos com a pandemia, mas, tem condições suficientes para investir em publicidade e pagar um cachê de R$ 8 milhões. Ainda prevê a demissão de mais de 10 mil pais e mães de família em plena crise sanitária, depois de já ter demitido mil funcionários. A conta não fecha! É uma exploração e um absurdo com quem se dedica diariamente a construir os maiores resultados do banco", denuncia o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.

Na 10ª rodada de negociação, ocorrida na terça-feira (25), entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, a Federação dos bancos manteve propostas que rebaixam os direitos da categoria, como o reajuste zero por dois anos, além de rebaixar a PLR.

A atriz foi contratada pelo Santander para ser garota-propaganda de um novo serviço do banco, o SX. A ferramenta conta com o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, que entrará em funcionamento em novembro.

‘’A categoria esta a quase um mês lutando com o banco nas mesas de negociações para preservar direitos históricos e fundamentais como salário digno, melhores condições de trabalho, auxílio alimentação... Enquanto o banco tenta tirar dos trabalhadores, gasta bilhões para promover seus próprios serviços e lucrar ainda mais com a exploração dos bancários brasileiros, com metas abusivas, ameaças de demissão, assédio moral. O banco demonstra mais uma vez que tem todas as condições para atender nossas reivindicações. É inaceitável! Exigimos respeito, valorização e #NenhumDireitoAMenos", conclui o diretor.
 
#SantanderRespeiteOBrasil



Fonte: Uol / Correio24horas / AGazeta / MetroJornal, com edição de Seeb Catanduva
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