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 25/06/2020

UNI Global Union lança campanha mundial contra demissões no Santander Brasil



A UNI Global Union, sindicato global que representa 20 milhões de trabalhadores em 150 países, lançou uma campanha internacional contra as demissões que o Santander Brasil está promovendo em plena pandemia de coronavírus. No texto do abaixo-assinado online (leia a tradução abaixo), a UNI lembra que o banco se comprometeu a não demitir durante a pandemia de coronavírus, mas que mesmo assim está quebrando o acordo firmado com a Contraf-CUT, entidade associada à UNI e que representa o Sindicato nas negociações com o banco.

A entidade internacional destaca ainda que o Santander anunciou planos de cortar 20% de seu quadro funcional (cerca de 9 mil bancários) – a informação, que saiu em reportagem da Folha de S.Paulo, depois foi desmentida pelo presidente do banco no Brasil, Sergio Rial; no entanto, as demissões seguem ocorrendo.

O documento ressalta que os desligamentos acontecem num momento em que o vírus está mais violento no Brasil e o número de mortos já ocupa o segundo lugar no mundo. Destaca ainda que, além de desligar, o banco ameaça de demissão os trabalhadores que não conseguem bater suas metas de vendas. Afirma por fim que essa política leva o grupo Santander a um novo patamar, e pede a assinatura das pessoas para dizer ao presidente do banco no país, Sergio Rial, que pare as demissões.

> Assine aqui a petição contra as demissões no Santander

“A campanha é uma forma de denunciar ao mundo a crueldade com que o banco Santander atua no país. É no Brasil que o grupo tem sua maior fatia de lucro e, no entanto, somos desrespeitados pela empresa multinacional. Quebrando seu compromisso ao mandar para a rua centenas de trabalhadores e tornando a vida dos que ficam um verdadeiro inferno com assédio por metas e ameaças de demissão, a empresa mostra seu descaso com a sociedade brasileira e dá exemplo de desumanidade para o mundo. Portanto, é muito importante que todos participem: assinem e ajudem na divulgação, mandando por whatsapp para seus contatos, publicando nas suas redes sociais. Vamos pressionar o Santander para que resguarde empregos no Brasil”, convida a dirigente sindical Rita Berlofa, que é presidenta da UNI Finanças Mundial (braço da UNI Global Union) e bancária do Santander.

As demissões, que tem ocorrido em diversas regiões do país, afetaram também à base do Sindicato. "Os bancários já estão passando por um momento de inseguranças e medos. Temos buscado, desde o início da pandemia, inúmeras medidas que preservem a saúde e o bem-estar da categoria. Entretanto, o banco persiste em seguir na contramão, não existe compromisso nem com os bancários, nem com a sociedade. Se o Santander não está realizando cortes nos outros países onde opera, queremos o mesmo tratamento no Brasil. Reivindicamos que a negociação e os acordos firmados com os representantes dos trabalhadores sejam respeitados, já que toda medida que vá impactar na vida dos bancários precisa ser discutida com seus representantes", reforça Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.

Denúncia

Sindicatos de todo o país estão em campanha contra as demissões realizadas pelo banco Santander. No dia 16 de junho, um tuitaço com a hashtag #SantanderRespeiteOBrasil foi um dos assuntos mais comentados no Twitter. No mesmo dia também ocorreram manifestações em frente de diversas agências. Nos dias 18 e 19, projeções em prédios de diversas capitais colocaram o tema em evidência em vários veículos e comunicação e mostraram um pouco da verdadeira face do banco para a sociedade.

Leia o documento da UNI Global Union em português:

O banco multinacional Santander quebrou seu compromisso de não demitir trabalhadores brasileiros durante a pandemia de Covid-19.

O Santander Brasil firmou um compromisso com a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro), associada à UNI Global Union, de salvaguardar empregos durante a crise sanitária, No entanto, o banco anunciou planos de cortar 20% de seu quadro funcional (cerca de 9 mil pessoas), apesar de o vírus continuar violento no país.

A empresa já demitiu pelo menos 160 pessoas [até 24 de junho já eram mais de 300 demitidos], e mais trabalhadores estão sendo ameaçados de demissão se não cumprirem suas metas de vendas – no momento em que o número de mortos por Covid-19 no Brasil acaba de atingir o segundo lugar no mundo.

Usar a pandemia como desculpa para demitir trabalhadores, está levando o grupo Santander a um novo patamar. Diga ao CEO do Santander Brasil para manter a sua promessa aos trabalhadores e proteger empregos durante a emergência nacional de saúde.

UNI Global Union



Fonte: Seeb SP com Contraf-CUT e edição de Seeb Catanduva
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