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 13/01/2020

Mudanças geram ainda mais sobrecarga; bancários devem denunciar ao Sindicato


(Arte: Freepik)

 
O Santander diminui consideravelmente o número de trabalhadores em muitas agências do estado de São Paulo. A reestruturação feita no primeiro semestre de 2019 unificou as funções de caixa, coordenador de atendimento e assistente gerencial em um único cargo: gerente de negócios e serviços (GNS). 

Quando o serviço aumenta, o GNS tem de se deslocar ou para o caixa ou para o atendimento gerencial, dependendo de onde a demanda é maior. Além disso, retirou os caixas de algumas agências que, segundo o banco, não teriam perfil para manter este serviço. 

Um caixa foi mantido em outras agências cujo banco considera o número de serviços operacionais satisfatório. Nessas unidades, o fluxo de trabalho tem se intensificado, e esses bancários não estão dando conta. Diante deste cenário, o gerente de negócios e serviços tem de ficar intercalando o atendimento gerencial com o atendimento operacional. 

A fusão de agências e o aumento do número de postos de atendimento (agência apenas com atendimento gerencial) tem provocado sobrecarga de trabalho nas agências que mantém este serviço.

Mais um agravante: em muitas agências, o mesmo gerente vai atender a conta PF e PJ do cliente (gerente Duo). Muitos destes trabalhadores reclamaram que os cursos do Netcurso não são suficientes para este atendimento. Para piorar, os trabalhadores têm de fazer o Netcurso em paralelo ao atendimento aos clientes, quando deveriam ficar exclusivamente focados no treinamento. 

Todos estes problemas têm gerado agências cada vez mais cheias, atendimento precário aos clientes e sobrecarga de trabalho. 

Soma-se a esta realidade o anúncio feito em dezembro pelo presidente do Santander, Sérgio Rial, de que até abril todas as contratações e promoções estarão congeladas devido ao contexto duvidoso da economia brasileira. 

O movimento sindical avalia que as contratações feitas até dezembro de 2019 tem sido insuficientes. E tem constatado bancários sendo realocados de uma agência para outra, sem uma carteira ou um local de trabalho permanente, dificultando inclusive sua organização pessoal para o trabalho. O trabalhador não deve naturalizar esta situação.

Para completar, Sérgio Rial exigiu um lucro de R$ 16 bilhões em 2020. Este ano o banco alcançou lucro de R$ 10 bilhões até setembro, e deve fechar 2019 com resultado entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões. 

Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Luiz Eduardo Campolungo, o banco segue na contramão ao pretender elevar o lucro em 30% com a precarização dos serviços e das condições de trabalho.

"Com a lucratividade nas alturas é dever do banco reconhecer e valorizar seus trabalhadores ao invés de seguir reduzindo o quadro de funcionários, sobrecarregando os demais e oferecendo um atendimento precário aos clientes, não por culpa dos bancários, mas como resultado da sobrecarga e das metas abusivas. As pessoas estão adoecendo, se afastando, e quem permanece paga a conta disso", ressalta Campolungo.  

O diretor orienta que, por tudo isso, as pessoas devem procurar o Sindicato, fazer denúncias e orientar os clientes a reclamarem no Banco Central caso o atendimento esteja contrariando as normas do órgão e a lei. 

As denúncias ao Sindicato podem ser feitas por meio por meio dos dirigentes, da ferramenta Denúncie (no site da entidade), através do telefone (17) 3522-2409 ou pelo WhatsApp (17 99259-1987). O sigilo é garantido. 



Fonte: Seeb SP, com edição de Seeb Catanduva
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