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 15/08/2019

Marcha da Margaridas pressiona governo por um país mais justo e de oportunidades



 
A Marcha das Margaridas de 2019 ficará para a história pela elevada participação na mobilização de quarta-feira (14), em Brasília. Os organizadores do encontro, que é realizado a cada quatro anos, estimam que cerca de 100 mil pessoas participaram do ato. De forma pacífica, agricultoras, indígenas, quilombolas, bancárias e demais trabalhadoras pertencentes às bases de entidades e setores de vários estados brasileiros seguiram em marcha do Parque da Cidade até o Congresso Nacional.

As temáticas centrais defendidas pela mulheres nesta sexta edição da Marcha foram: soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência. A Reforma da Previdência, que tramita no Congresso, também preocupa as agricultoras e foi um dos temas de destaque na manifestação. As mulheres mostraram que não concordam com a retirada de direitos e lutam por trabalho digno, educação, saúde e desenvolvimento sustentável e solidário.

 


 
Cerca de 200 mulheres de base da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) também se incorporaram às atividades da marcha. A representante do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesan-AM), Neusa Soares, denuncia o desmonte das universidades que o governo pretende colocar em prática, com os cortes de orçamento por meio do “Future-se”. 

“Estamos insatisfeitas com os cortes na Educação e lutando contra a Reforma da Previdência. Mas a nossa felicidade é perceber o imenso tamanho da marcha este ano. Já passa de uma hora e meia e assistimos a essa participação maravilhosa”, festejava Neusa Soares. 

“Somos contra o avanço das indústrias de mineração e de extrativismo, do agronegócio. Somos defensoras de nossos territórios, vamos resistir”. Essa mensagem foi divulgada no carro de som pelas representantes das populações originárias, acampadas em frente à Funarte, ao lado da Torre de TV. As três mil indígenas de 113 diferentes povos e etnias do Brasil, que vieram ontem para a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, nessa terça-feira (13), se somaram ao cortejo ao Congresso Nacional. 

Paulo Garrido (Paulinho Atuante), presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), que veio a Brasília para o Dia Nacional de Mobilização pela Educação; Grito dos Excluídos; Marcha das Mulheres Indígenas; Ato no Congresso Nacional pela revogação da EC 95; Ato junto ao STF pela inconstitucionalidade da EC 95, engrossou a 6ª Marcha das Margaridas: “Nós trabalhadores da Fiocruz fazemos a defesa do SUS e somos contra a Reforma da Previdência”.

Alziro dos Reis Ferreira, trabalhador em educação da rede municipal de Mato Grosso do Sul, disse que compõe o grupo de trabalhadores da educação que vieram em dois ônibus para denunciar a retirada dos recursos da área e para se manifestar contrário ao projeto da Reforma da Previdência: “ A proposta que que retirar as aposentadorias especiais dos professores é inaceitável por isso viemos. 

A marcha reúne mulheres trabalhadoras a cada quatro anos para lutar por direitos e denunciar retrocessos, desde os anos 2000, sempre em Brasília.



Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva
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