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 01/08/2019

Movimento sindical cobra explicações sobre as declarações do presidente do Itaú




 
Os representantes dos trabalhadores do Itaú querem explicações do presidente do banco, Candido Bracher, sobre as declarações dadas, na manhã da última quarta-feira (31), em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do segundo trimestre.

Bracher deu a entender que o fechamento de suas agências deve continuar ao longo deste ano, ainda que em um ritmo menor. “Onde temos agências próximas e uma delas é capaz de comportar o fluxo de clientes há possibilidade de redução”, disse Bracher.

De acordo com o relatório feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no balanço do banco, em doze meses, foram fechadas 199 agências físicas, sendo 195 somente no 2º trimestre e abertas 36 agências digitais (apenas uma no trimestre), totalizando 3.332 agências e 196 agências digitais, respectivamente).

Segundo Bracher, o fluxo de clientes aos estabelecimentos tem diminuído conforme cresce a oferta de serviços digitais. O banco abre hoje 70 mil contas digitais por mês, praticamente o mesmo número das agências, sem considerar as aberturas realizadas para atender a folha de pagamento de empresas, segundo o executivo.

“Nós queremos saber quais agências serão fechadas e como os trabalhadores delas serão realocados. Não podemos aceitar que as pessoas tenham que se deslocar por grandes distâncias até encontrar uma agência bancária. Isso também prejudica a economia das cidades e bairros que ficam sem agência. As pessoas, até por questão de segurança, fazem as compras onde sacam o dinheiro. O comércio destas cidades mingua”, criticou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves.

"Com o lucro do Itaú, é inadmissível o fechamento de agências em todo o país, prejudicando clientes e bancários. Sabemos que com as novas tecnologias e o crescimento do segmento digital, o banco está passando por uma reestruturação. Porém, o Itaú deve levar em consideração que é uma concessão pública e deve atender todo o conjunto da população, da qual uma parcela significativa não está inserida digitalmente. Deve levar em conta também que o bancário, que garante seu lucro, não deve ter o emprego ameaçado", acrescentou o diretor do Sindicato dos Bancários de catanduva e Região, Carlos Alberto Moretto.



Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva
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