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 19/07/2019

Alívio momentâneo: liberação dos recursos do FGTS pode afetar investimentos no país



 
Nos últimos dias o governo federal vem anunciando que deve liberar até 35% do saldo das contas ativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A medida pode trazer um alívio para os trabalhadores em meio à crise que assola o país, mas o sentimento seria momentâneo. Esvaziar o fundo afetaria diretamente nos investimentos em habitação, no financiamento imobiliário, obras de infraestrutura e saneamento.

Investimentos desse tipo impactam em áreas como a construção civil, que geram emprego, renda e crescimento econômico a médio e longo prazo. De acordo com a Caixa Econômica Federal, a Carteira de Crédito Habitacional alcançou em dezembro de 2018 R$ 444,7 bilhões, sendo que deste montante R$ 265,2 bilhões com recursos do FGTS.

Segundo Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, o Fundo de Garantia ocupa um papel estratégico no desenvolvimento do país. “Independente do direito das pessoas de sacarem seus recursos, porque é um direito e tem que ser respeitado, há uma preocupação porque as políticas do governo, até aqui, não apontam para uma saída positiva para nossa economia nem para a criação de renda e emprego. É esse o papel que o FGTS sempre cumpriu. O Brasil tem hoje 14 milhões de desempregados. Pela recessão que o país atravessa, pela quantidade de pessoas desempregadas que precisam de emprego, o FGTS é uma ferramenta de impulsionamento da economia que nós não podemos perder de vista", explica Jair.

"Além de ser um seguro para o trabalhador no caso de demissão, o FGTS é um dos maiores fundos de investimento em políticas públicas do mundo, que favorece justamente a população de mais baixa renda. “Além de ser um populismo, pois não resolverá os problemas das pessoas que precisam de emprego e renda e apenas as aliviará de maneira imediatista, a liberação e a consequente redução dos recursos atingirá em cheio o setor da construção civil, um dos maiores geradores de emprego do país”, acrescenta o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.



Fonte: Fenae, com edição de Seeb Catanduva
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