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 29/08/2018

Em assembleia, bancários de Catanduva aprovam propostas da Fenaban, Caixa e Banco do Brasil

Assembleia Proposta Fenaban


Em assembleia, realizada noite desta quarta-feira (29), trabalhadores lotados na base territorial do Sindicato de Catanduva e Região aprovaram por ampla maioria dos votos a proposta conquistada em mesa de negociação com a Fenaban, que prevê reajuste de 5% e a manutenção de todos os direitos históricos da CCT, além de novas conquistas.

Também foram aprovadas as propostas específicas para os Acordos Aditivos à CCT dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Com a aprovação, o Comando Nacional dos Bancários irá assinar os acordos com os bancos até 31 de agosto. Já a primeira parcela da PLR será paga até dia 20 de setembro.

 


 
A proposta prevê reajuste de 5% nos salários, inclui aumento real estimado em 1,18% diante de um INPC projetado em 3,78% para setembro, e incide sobre vales refeição (vai para R$ 35,18/dia) e alimentação (R$ 609,87/mês), auxílio-creche (R$ 468,42), a regra básica da PLR (valor fixo de R$ 2.355,76 mais 90% do salário) e também na parcela adicional de PLR de R$ 4.711.52.

A proposição presume, também, acordo com validade de dois anos, já garantida para 2019 a manutenção de todos os direitos, além da reposição total da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para salários e demais verbas (VA, VR, 13ª Cesta, Auxílio-Babá/Creche). A proposta avançou em outras garantias, com a de todos os direitos também para os empregados hipersuficientes (bancários com salários a partir de R$ 11.291,60), criados pela nova lei trabalhista.

"Em meio a um cenário de retiradas de direitos, de precarização dos empregos, ameaças de desmonte dos bancos públicos e ataques à organização dos trabalhadores os bancários conseguiram assegurar para os próximos dois anos todas as conquistas, a reposição integral da inflação (INPC/IBGE) mais aumento real acima da média dos acordos firmados por outras categorias, independente das turbulências econômicas. Todas essas garantias só foram possíveis porque, mais uma vez, com nossa mobilização desafiamos os ataques dos bancos e mostramos nossa força e disposição de luta”, destaca Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.

As assembleias que deram início à Campanha Unificada 2018, assim como a Conferência Nacional dos Bancários, estabeleceram a contribuição negocial de 1,5% (com teto) para o financiamento da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Esse valor será menor do que a soma do imposto sindical (de 3,33% ou um dia de trabalho em março, sem teto) e da contribuição assistencial que variava entre 6,5%, 4%, 3%, 2,5% a 1,5% (em alguns sindicatos sem teto para a cobrança) cobrados antes do desmonte trabalhista.
 
Confira mais detalhes do acordo conquistado:

Novas conquistas 
  • Reajuste de 5% (reposição da inflação mais 1,18% de aumento real) sobre salários e demais verbas como VA, VR, 13ª Cesta e Auxílio Creche/Babá.
  • Reajuste de inflação mais 1% de aumento real em 2019.
  • Parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do trabalhador.
  • Realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamento fundamental sobre o perfil da categoria para a promoção da igualdade de oportunidades.
  • Mantém todos os direitos da CCT aos chamados hipersuficientes (que ganham a partir de R$ 11.291,60).
  • Horário de almoço poderá ser flexibilizado: quem tem jornada de 6 horas e tiver de fazer hora extra terá intervalo de almoço de 30 minutos, e não de 1 hora como determina a lei.
  • Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco. Os demais terão prazo para solicitar o pagamento.
Bancos recuaram após pressão
  • Queriam pagar PLR menor para as bancárias em licença-maternidade e também para os afastados por doença ou acidente. Voltaram atrás e a PLR integral foi mantida.
  • Mantiveram o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 120 dias, previsto na cláusula 65ª (bancos queriam reduzir para 90 dias).
  • Está mantida a proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª que foi conquistada pela categoria para reduzir a pressão por metas.
  • Mantiveram o salário do substituto (cláusula 5ª), que queriam retirar.
  • Bancárias e bancários terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche. Os bancos queriam que o prazo fosse menor, de 10 dias.
  • Cláusula do vale-transporte volta a ser a conquista da categoria, de 4% de desconto sobre o salário base.



Fonte: Seeb Catanduva, com informações da Contraf-CUT
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