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 17/07/2018

10 de agosto é o Dia do Basta! Todos unidos contra o desemprego e as retiradas de direitos


 
 
Dia 10 de agosto é o "Dia do Basta". Organizado pela CUT e demais centrais sindicais, neste dia, os trabalhadores e trabalhadoras realizarão paralisações, atrasos de turnos e atos nos locais de trabalho e nas praças públicas de grande circulação de todo o País para exigir um basta de desemprego, de aumento do preço do gás de cozinha e dos combustíveis, de retirada de direitos da classe trabalhadora, de privatizações e de defesa da democracia.

Uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em frente à Fiesp, está prevista para ocorrer a partir das 10h, com a participação de várias categorias de trabalhadores e trabalhadoras e de movimentos sociais.

"As palavras de ordem para mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras dialogam com os problemas concretos vividos pela classe trabalhadora no seu dia a dia. Escolhemos aquelas que potencialmente mais afetam os trabalhadores de todo o País", diz trecho de documento emitido pela CUT.

Os protestos deste dia 10 de agosto, segundo orientação da direção, devem focar também na defesa da proposta da CUT para a saída da crise em que o país se encontra pós-golpe 2016, que é o direito a eleições justas, "com o compromisso de revogar as medidas nefastas do governo golpista e convocar Assembleia Constituinte para fazer as reformas necessárias ao fortalecimento da democracia, à retomada do crescimento, à geração de emprego de qualidade e à promoção de um novo ciclo de desenvolvimento sustentável."

Basta de desemprego
  • A taxa de desocupação praticamente dobrou desde o final de 2014. O país possuía 6,5 milhões de desocupados no final de 2014 e registrou, em maio de 2018, 13.2 milhões de desocupados (taxa de desocupação de 12,7%).
     
  • A taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas – menos de 40 horas semanais - e os que estão no desalento) subiu para 24,7%, o que representa 27,7 milhões de pessoas.
     
  • Essa é a maior taxa de subutilização na série histórica da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
     
  • O tempo gasto pelo/a trabalhador/a para conseguir uma nova colocação dobrou: passou de 23 semanas em março de 2014 para 47 semanas em março de 2018.

Basta de aumento do preço do gás de cozinha e dos combustíveis
  • Desde a implementação da nova política de preços da Petrobrás no governo Temer, os preços de seus principais produtos  têm sido aumentados muito acima da inflação.
     
  • A gasolina aumentou em mais de 31%, o etanol em 22,6%, o diesel 14.3%, o botijão de gás 17,2% durante o governo Temer.
     
  • Considerando apenas o período a partir julho de 2017,  o preço da gasolina subiu 50,04% e do diesel 52.15%, 25 vezes a inflação que foi  em média de 2% neste período.
     
  • A energia elétrica subiu 18,8% em 12 meses terminados de julho/2017 a junho/2018.
     
  • A inflação acumulada no governo Temer é de 8,73%.
     
Basta de retirada de direitos da classe trabalhadora
  • A terceirização irrestrita e a reforma trabalhista aprovadas durante o governo golpista têm como objetivo retirar direitos históricos da classe trabalhadora e precarizar o trabalho, além de fragilizar os sindicatos e dificultar o acesso à Justiça do Trabalho.
     
  • O fim da ultratividade das convenções e acordos coletivos de trabalho, a eleição da comissão de representantes dos trabalhadores no local de trabalho sem a participação do sindicato e a aprovação da norma que permite o negociado prevalece sobre o legislado tende a intensificar, ainda mais a retirada de direitos e a precarização do trabalho.
     
  • O rendimento médio dos ocupados caiu 13% na Região Metropolitana de São Paulo, 14% na Região Metropolitana de Salvador e 18% na Região metropolitana de Porto Alegre.
     
  • O fim do imposto sindical e as dificuldades criadas para a aprovação de formas alternativas de financiamento sindical, como a taxa negocial, visam o enfraquecimento dos sindicatos.

Basta de privatização
  • Seguindo a política de subordinação aos interesses das empresas multinacionais e de redução do papel do Estado na economia, o governo Temer mudou o regime de exploração do pré-sal, entregou áreas estratégicas de exploração às petrolíferas estrangeiras, concedeu-lhes benefícios bilionários, além de ter reorientado a política  de gestão e de preços da Petrobrás, preparando sua privatização.
     
  • Os resultados têm sido os aumentos abusivos dos derivados de petróleo e a entrega às empresas estrangeiras de recursos que deveriam estar sendo destinados à educação e à saúde públicas que estão sendo desmontadas.
     
  • Inúmeras empresas públicas municipais e estaduais têm sido privatizadas na surdina, e agora é a Eletrobrás que está na mira do golpismo. Os aumentos absurdos da conta de luz estão aí para mostrar quais continuarão sendo os resultados.
     
  • Por isso a CUT continua defendendo o caráter social das empresas públicas cuja política de preços deveria estar voltados para os interesses populares e não para os interesses do mercado.

A luta por eleições justas coloca no centro do debate as eleições de 2018 e o que queremos para o Brasil no futuro: o projeto defendido pela CUT x o projeto defendido pelo golpismo:

Projeto defendido pela CUT:
 a revogação das medidas do governo golpista, a retomada do crescimento para a geração de emprego de qualidade, a proteção do trabalho com a anulação da reforma trabalhista, as reformas estruturais necessárias e de interesse popular para fortalecer a democracia e  assegurar o desenvolvimento sustentável.

Projeto defendido pelo golpismo: manutenção das políticas neoliberais, como a política de ajuste fiscal, as privatizações, a entrega de nossas riquezas a empresas estrangeiras, a precarização do trabalho, a reforma trabalhista, o desemprego, o arrocho salarial  e o aumento do custo de vida.

"O Brasil possui, hoje, cerca de 28 milhões de desempregados. O cenário é consequência de uma série de ataques a sua população trabalhadora. Temer e sua política neoliberal está golpeando o país por meio do desmonte das políticas sociais, da privatização e da entrega dos patrimônios públicos. É preciso nos conscientizarmos e nos mobilizarmos, sobretudo neste momento de eleições, para eleger aqueles que estão realmente comprometidos com a defesa dos direitos da população brasileira. Um país mais justo, de oportunidades e igualitário. Esse é o Brasil que a gente quer!", ressalta o secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Júlio César Trigo.  

 
 



Fonte: CUT, com edição de Seeb Catanduva
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