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 11/07/2018

Dia Nacional de Luta: bancários mobilizados em defesa da CCT e dos direitos da categoria



 
Os direitos dos bancários estão em risco. Na primeira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018, realizada em 28 de junho, os representantes da federação dos bancos (Fenaban) não assinaram o pré-acordo de ultratividade que garantiria tudo que está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) até a assinatura de um novo acordo.

Em anos anteriores, esse pré-acordo, uma formalidade, vinha sendo assinado no início da negociação sem qualquer problema.

Mas, em 2018, há um agravante: a lei trabalhista pós-golpe extinguiu a ultratividade prevista em lei. Assim, sem esse pré-acordo, a partir de 31 de agosto os bancos poderão deixar de pagar vales refeição e alimentação, auxílio-creche, plano de saúde ou contratar com salários abaixo do piso. A data base da categoria é 1º de setembro.

Esse problema já atinge outras categorias. Vigilantes do Rio de Janeiro não assinaram acordo antes do vencimento da data base. Em algumas empresas, quando os trabalhadores foram usar seus vales-refeição, constataram que não tinham recebido nenhum valor.

Por isso, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região está mobilizado nas redes sociais, juntamente com os bancários de sua base territorial, desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (11), em defesa da CCT e dos direitos da categoria, compartilhando mensagens com as bandeiras de luta #TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban. Esta mobilização é parte do Dia Nacional de Luta. Atos públicos também ocorrem nos principais centros urbanos do país.

“Queremos sair da mesa do dia 12 com um calendário de negociações, a exemplo do que sempre fizemos em anos anteriores”, lembra  Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando . “Nossa CCT completa 26 anos em 2018, foi construída na luta e também num processo democrático com respeito à representação dos trabalhadores e dos bancos. E assim queremos que continue sendo.”

 

 
 
Setor em franco crescimento 

Os cinco maiores bancos lucraram R$ 77,4 bilhões em 2017, alta de 33,5% num dos piores anos da economia nacional. E 2018 já repete essa trajetória de décadas de crescimento: foram R$ 20,6 bi no primeiro trimestre ou 20,4% mais que o mesmo período do ano anterior.

Ainda assim, os bancos promovem cortes no seu quadro de funcionários: foram extintos 17.905 postos de trabalho em 2017. De janeiro a maio deste ano 2.675 bancários já ficaram sem seus empregos.

“Ganhando como ganham, mês a mês os bancos agravam as trágicas estatísticas de desemprego no Brasil”, critica Juvandia. “Por tudo isso, bancários e bancárias de todo o Brasil definiram como prioridade para a Campanha Nacional Unificada 2018, o respeito a todos os direitos previstos na CCT, garantia dos empregos, a defesa dos bancos e das empresas públicas, além de aumento real e PLR maior. Os bancos podem e devem isso aos bancários e à sociedade brasileira.”

"Os banqueiros não são os responsáveis pelos benefícios desfrutados hoje pela categoria bancária. Tudo é fruto de árduas lutas e muita mobilização contra a resistência e instransigência dos bancos. Quando propagam que são excelentes instituições para trabalhar, se esquecem de divulgar que todos os benefícios tidos como atrativos só foram possíveis  porque os bancários, ao lado de suas entidades representativas, são parte de uma das mais organizadas e combativas categorias para lutar”, ressalta Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.

Pioneirismo

Os bancários foram a primeira categoria a ter garantido em acordo o direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a promoção da igualdade de oportunidades, a licença-maternidade de 180 dias, paternidade de 20 dias, um instrumento de combate ao assédio moral e centros de realocação e requalificação profissional, nos bancos, com o objetivo de evitar demissões. Entre 2004 e 2017, a mobilização dos bancários ao lado do Sindicato conquistou aumentos salariais acima da inflação, garantindo ganho real de 20,26%. No piso, esse aumento foi ainda maior, 41,6%. Assim como nos vales-refeição, 35,4% e alimentação 36,9%.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) conta hoje com mais de 70 cláusulas que garantem aos funcionários de bancos públicos e privados vales alimentação, refeição, 13ª cesta, auxílio-creche/babá, PLR, complementação salarial aos afastados por doença, auxílio para requalificação profissional, entre outros direitos.

"Unidos e mobilizados mostraremos nossa força na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Todos por direitos. Juntos somos mais!”, conclama Vicentim.
 



Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva
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