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 10/10/2017

Em visita ao Sindicato, Luiz Claudio Marcolino debate conjuntura econômica e sociopolítica


O economista e bancário do Itaú Luiz Cláudio Marcolino esteve nesta terça-feira (10) no Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região reunido com  diretores da entidade, onde discutiu a conjuntura política e econômica nacional. Militante desde o movimento estudantil, Marcolino já atuou como deputado estadual de São Paulo e presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Também se destacou como Superintendente Regional do Trabalho em São Paulo e como diretor técnico da Adesampa (Agência São Paulo de Desenvolvimento), da prefeitura da capital.

Para o sindicalista, o país vive um momento de descoberta, em que a sociedade começou a perceber que a política faz parte da vida de todos. E mais do que isso: diante da retirada de direitos com as reformas impostas pelo governo Temer, o papel da população é lutar.

Marcolino explicou como a reforma trabalhista irá impactar na vida dos trabalhadores, sobretudo da categoria bancária. E atentou para o fato de que o desmonte vem para consolidar e regulamentar o que já ocorre na prática, como, por exemplo, o trabalho intermitente, mas que seu debate não deve se restringir apenas à atualização das leis. “Devemos nos atentar principalmente às discussões sociais, ou seja, como se garantir o acesso a direitos e oportunidades para todas as novas formas de trabalho que surgirão e como as corporações farão a gestão de suas relações de trabalho.”

Ele explicou sobre a lógica do empresariado de reduzir custos e aumentar a lucratividade, processo acentuado com a terceirização. E que, com isso, é preciso voltar as atenções também para o mercado financeiro. “A política fiscal defende que toda arrecadação deve ser voltada para o bem estar da população. Com a diminuição do mercado de trabalho e aumento da rentabilidade das organizações ocorrerá a redução da arrecadação proveniente dos trabalhadores, que deverá ser suprida pelo setor empresarial. Como se apropriar disso e aplicar para o desenvolvimento da sociedade como um todo?”, questionou Marcolino.

Sobre isso, o sindicalista ainda falou sobre a proposta de um sistema financeiro que atue de forma diferenciada, como uma rede de cooperação e incentivo ao desenvolvimento, e que se preocupe também com a microeconomia.

Entre os principais desafios dos trabalhadores neste novo cenário, Marcolino destacou as mudanças trazidas pelo processo denominado Indústria 4.0, que modificará a dinâmica do mercado de trabalho industrial, mas que também impactará o setor bancário através da redução de agências físicas em virtude da tecnologia, por exemplo. “Por isso, a importância das entidades representativas dos trabalhadores, como os sindicatos, que lutam pela defesa e garantia do emprego", defendeu.

Em relação à tentativa de enfraquecimento do movimento sindical promovida pelo governo Temer por meio da reforma trabalhista, Marcolino explicou que assim como os trabalhadores, as entidades também têm um novo desafio. “O momento exige novas perspectivas. É preciso dialogar além do ambiente corporativo e expandir a representatividade. Promover uma nova utilização da estrutura sindical como instrumento de luta e ser referência não só para a categoria bancária, mas para toda a sociedade.”

Na noite de segunda-feira, dia 09, Marcolino participou de encontro com lideranças sindicais em São José do Rio Preto acompanhado do presidente do Sindicato e coordenador da subsede da CUT-Rio Preto, Roberto Carlos Vicentim.



Fonte: Seeb Catanduva
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